Caros leitores,
O editor deste blog está de férias - merecidas - no mês de julho.
Como seria inviável atualizar o blog neste período, que coincide com as férias dos tribunais superiores e a consequente escassez de notícias jurídicas, optamos por suspender as postagens em julho e retomá-las com força total em agosto.
Até lá.
Ricardo Maffeis
terça-feira, 6 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Vale a leitura! (Edição nº 139)
– “Este mundo da injustiça globalizada” – Texto do escritor José Saramago, lido no encerramento do Fórum Social Mundial de 2002, publicado na Carta Maior em 18/6;
– “SP identifica e começa a cobrar devedores contumazes de ICMS” – Valor Econômico de 22/6 (portal do Governo de SP);
– “Cartões não devem incentivar pagamento mínimo da fatura” – O Estado de S.Paulo de 21/6;
– “CNJ diz que ampliará acordos judiciais” – Folha de S.Paulo de 18/6 (clipping da OAB-RJ);
– “Advogados societários são mais disputados no mercado” – Valor Econômico de 16/6 (clipping do escritório Machado Meyer);
– “Em crescimento, terceirização é polêmica e divide Judiciário” – DCI de 15/6 (clipping da Força Sindical);
– “Estupradores usam nova lei para reduzir tempo na prisão” – Folha de S.Paulo de 15/6 (clipping do MP de Goiás).
– “SP identifica e começa a cobrar devedores contumazes de ICMS” – Valor Econômico de 22/6 (portal do Governo de SP);
– “Cartões não devem incentivar pagamento mínimo da fatura” – O Estado de S.Paulo de 21/6;
– “CNJ diz que ampliará acordos judiciais” – Folha de S.Paulo de 18/6 (clipping da OAB-RJ);
– “Advogados societários são mais disputados no mercado” – Valor Econômico de 16/6 (clipping do escritório Machado Meyer);
– “Em crescimento, terceirização é polêmica e divide Judiciário” – DCI de 15/6 (clipping da Força Sindical);
– “Estupradores usam nova lei para reduzir tempo na prisão” – Folha de S.Paulo de 15/6 (clipping do MP de Goiás).
sábado, 19 de junho de 2010
Espaço Econômico
Redes de franquias ensaiam entrada na Bolsa de Valores
Por Fernando Teixeira, DCI
São Paulo, 16 de junho – Ao menos duas redes de franquia, a Franchising Ventures e o Habib’s, já projetam negociar seus papéis na Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa. A primeira, cuja maior bandeira é a Livraria Nobel, busca novos investidores e sócios para comprar mais marcas e aumentar o faturamento. A rede de comida árabe fortalece o nome, inclusive no exterior.
O diretor da Franchising Ventures, Sérgio Milano Benclowicz, revelou ao DCI que a empresa já se prepara para abrir capital. Contudo, o fato deve ocorrer assim que a empresa ganhar mais volume financeiro. Para ele, a maior dificuldade de se abrir capital no Brasil está no tamanho que a empresa precisa ter. “Esse parâmetro joga o planejamento cinco anos para a frente. É preciso ser muito grande para fazer oferta pública inicial de ações [IPO].”
Ele revela que os primeiros passos já foram dados com a criação do fundo de investimento em participações (FIP), avaliado, entre patrimônio e empresas, em R$ 60 milhões. “Quando fazemos a aquisição, compramos ao menos 50% e o antigo proprietário torna-se sócio.”
Segundo ele, o FIP é o caminho para fazer o IPO. Ele não descarta a entrada de outros sócios e de fundos de investimentos. No ano passado, o faturamento girou em torno de R$ 200 milhões, e a empresa espera crescer 10% este ano. “Somos parecidos com licença de software: cada cópia é uma franquia e por isso, termos geração de caixa alta”, conta.
Hoje, a Franchising Ventures possui 9 bandeiras e totaliza 460 unidades franqueadas. “Podemos chegar a 25 marcas. Claro que não se sai comprando tudo. Precisa ter sinergia.”
A grande aposta do executivo está no setor de franquias do ramo imobiliário. O braço de imóveis da rede, a Franquia Imóveis, apresentou crescimento de 14,7% em 2009. “É o setor que mais vai crescer no Brasil motivado por crédito e troca de imóveis.”
Quanto ao ritmo de expansão dos negócios das outras marcas, o diretor aposta na implantação de várias franquias dentro de um único espaço, como acontece com a Livraria Nobel e com o Café Donuts, por exemplo. “É o benefício de se ter várias marcas dentro do guarda-chuva.”
No plano nacional, o maior volume de negócios acontece no sudeste – 70%. “Contudo, o maior crescimento proporcional está no nordeste e no centro-oeste porque a base é pequena.”
Exterior
Em 2005, a franqueadora começou a expansão internacional. Hoje a marca Livraria Nobel está presente com 25 unidades na Espanha, 3 em Angola, Portugal, México, Colômbia e EUA, com livros em espanhol e em português. “Como os negócios estão caminhando bem no Brasil, enfocamos o mercado local. O País é a bola da vez e queremos crescer aqui.” Ele não descarta comprar outras marcas.
Benclowicz contou que a loja de brinquedos Zastras será a próxima a ser exportada à Espanha. “Cada marca é um contrato diferente e precisa de um máster franqueador. Vejo boas possibilidades.”
Habib’s
Outro grupo de franquias que se prepara para ir a mercado é o Habib’s. “Talvez em 5 anos”, previu, como prazo para o IPO, o diretor de Expansão da marca, João Penna. “A diretoria estrutura a abertura, mas sem pressa.”
Na visão do executivo, a força do grupo está na consolidação da marca. Segundo ele, o negócio foi remodelado nos últimos três anos, principalmente com a criação da universidade corporativa e com a melhora da gestão. Penna ressalta que o crescimento da rede está em ritmo muito forte. “A média histórica de abertura fica na casa de 20 lojas por ano. Este ano devemos abrir 40 unidades, número que pode crescer mais, pois deve se consolidar em setembro.”
De acordo com ele, a rede de comida árabe possui 330 lojas, cujo faturamento médio é de R$ 270 mil por loja. Para Penna, o ritmo de abertura só não é mais intenso por falta de bons pontos comerciais. “Se hoje tivéssemos 100 lojas para oferecer, abririam todas. Mas não há franqueado que resista a ponto mal escolhido.”
Outra trava na expansão, mas para o mercado chinês, onde a franquia deseja abrir 1500 unidades, é a falta de mão de obra especializada. “O Brasil cresce muito e não podemos tirar pessoas daqui para levar para lá. O atendimento ficaria limitado.”
Quando questionado se uma abertura de capital ajudaria nesta operação, Penna foi enfático e disse que não falta dinheiro. “Os parceiros chineses tinham aporte para montar a estrutura tranquilamente. A parte mais pesada ficaria com eles. Falta gente.”
IMC
A International Meal Company (IMC), detentora de marcas como Viena, Frango Assado e Brunella, que tentou fazer IPO, solicitou à CVM a interrupção do processo em dezembro de 2009. A empresa alegou condições desfavoráveis à abertura.
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Postado originalmente no nosso parceiro Blog do Fernando Teixeira.
Por Fernando Teixeira, DCI
São Paulo, 16 de junho – Ao menos duas redes de franquia, a Franchising Ventures e o Habib’s, já projetam negociar seus papéis na Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa. A primeira, cuja maior bandeira é a Livraria Nobel, busca novos investidores e sócios para comprar mais marcas e aumentar o faturamento. A rede de comida árabe fortalece o nome, inclusive no exterior.
O diretor da Franchising Ventures, Sérgio Milano Benclowicz, revelou ao DCI que a empresa já se prepara para abrir capital. Contudo, o fato deve ocorrer assim que a empresa ganhar mais volume financeiro. Para ele, a maior dificuldade de se abrir capital no Brasil está no tamanho que a empresa precisa ter. “Esse parâmetro joga o planejamento cinco anos para a frente. É preciso ser muito grande para fazer oferta pública inicial de ações [IPO].”
Ele revela que os primeiros passos já foram dados com a criação do fundo de investimento em participações (FIP), avaliado, entre patrimônio e empresas, em R$ 60 milhões. “Quando fazemos a aquisição, compramos ao menos 50% e o antigo proprietário torna-se sócio.”
Segundo ele, o FIP é o caminho para fazer o IPO. Ele não descarta a entrada de outros sócios e de fundos de investimentos. No ano passado, o faturamento girou em torno de R$ 200 milhões, e a empresa espera crescer 10% este ano. “Somos parecidos com licença de software: cada cópia é uma franquia e por isso, termos geração de caixa alta”, conta.
Hoje, a Franchising Ventures possui 9 bandeiras e totaliza 460 unidades franqueadas. “Podemos chegar a 25 marcas. Claro que não se sai comprando tudo. Precisa ter sinergia.”
A grande aposta do executivo está no setor de franquias do ramo imobiliário. O braço de imóveis da rede, a Franquia Imóveis, apresentou crescimento de 14,7% em 2009. “É o setor que mais vai crescer no Brasil motivado por crédito e troca de imóveis.”
Quanto ao ritmo de expansão dos negócios das outras marcas, o diretor aposta na implantação de várias franquias dentro de um único espaço, como acontece com a Livraria Nobel e com o Café Donuts, por exemplo. “É o benefício de se ter várias marcas dentro do guarda-chuva.”
No plano nacional, o maior volume de negócios acontece no sudeste – 70%. “Contudo, o maior crescimento proporcional está no nordeste e no centro-oeste porque a base é pequena.”
Exterior
Em 2005, a franqueadora começou a expansão internacional. Hoje a marca Livraria Nobel está presente com 25 unidades na Espanha, 3 em Angola, Portugal, México, Colômbia e EUA, com livros em espanhol e em português. “Como os negócios estão caminhando bem no Brasil, enfocamos o mercado local. O País é a bola da vez e queremos crescer aqui.” Ele não descarta comprar outras marcas.
Benclowicz contou que a loja de brinquedos Zastras será a próxima a ser exportada à Espanha. “Cada marca é um contrato diferente e precisa de um máster franqueador. Vejo boas possibilidades.”
Habib’s
Outro grupo de franquias que se prepara para ir a mercado é o Habib’s. “Talvez em 5 anos”, previu, como prazo para o IPO, o diretor de Expansão da marca, João Penna. “A diretoria estrutura a abertura, mas sem pressa.”
Na visão do executivo, a força do grupo está na consolidação da marca. Segundo ele, o negócio foi remodelado nos últimos três anos, principalmente com a criação da universidade corporativa e com a melhora da gestão. Penna ressalta que o crescimento da rede está em ritmo muito forte. “A média histórica de abertura fica na casa de 20 lojas por ano. Este ano devemos abrir 40 unidades, número que pode crescer mais, pois deve se consolidar em setembro.”
De acordo com ele, a rede de comida árabe possui 330 lojas, cujo faturamento médio é de R$ 270 mil por loja. Para Penna, o ritmo de abertura só não é mais intenso por falta de bons pontos comerciais. “Se hoje tivéssemos 100 lojas para oferecer, abririam todas. Mas não há franqueado que resista a ponto mal escolhido.”
Outra trava na expansão, mas para o mercado chinês, onde a franquia deseja abrir 1500 unidades, é a falta de mão de obra especializada. “O Brasil cresce muito e não podemos tirar pessoas daqui para levar para lá. O atendimento ficaria limitado.”
Quando questionado se uma abertura de capital ajudaria nesta operação, Penna foi enfático e disse que não falta dinheiro. “Os parceiros chineses tinham aporte para montar a estrutura tranquilamente. A parte mais pesada ficaria com eles. Falta gente.”
IMC
A International Meal Company (IMC), detentora de marcas como Viena, Frango Assado e Brunella, que tentou fazer IPO, solicitou à CVM a interrupção do processo em dezembro de 2009. A empresa alegou condições desfavoráveis à abertura.
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Postado originalmente no nosso parceiro Blog do Fernando Teixeira.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Uma foto do Tribunal de Justiça de SP
Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo editou provimento cobrando pelo uso comercial de fotografias e filmagens tiradas de quaisquer prédios do TJ/SP no Estado. Os valores não raro ultrapassam a quantia de R$ 10 mil.
O informativo Migalhas questionou a norma e pediu a seus leitores se estes não teriam imagens da corte paulista, apenas e tão-somente para fins históricos e informativos, sem qualquer uso comercial. Na edição de hoje, publicou algumas delas.
Escolhemos a mais bonita para ilustrar nosso blog. Infelizmente, não foi informado o nome do autor da foto, de modo que damos o crédito ao Migalhas.
A título de esclarecimento, é claro que também não temos nenhuma pretensão de uso comercial da imagem, apenas reiteramos os mesmos fins históricos e informativos.
Duas cidades, dois jornalistas, dois blogs
Já indiquei neste espaço os blogs dos amigos jornalistas Henrique Gomes Batista e Gilberto Scofield, ambos do Globo. Todavia, com o passar do tempo, as duas indicações ficaram desatualizadas.
O paulista Henrique morava em Madri e dava preciosas dicas sobre a capital espanhola, enquanto o carioca Gilberto era o correspondente do Globo em Pequim, trazendo aos leitores algumas das enormes diferenças culturais Brasil-China.
Viajados que são, hoje Henrique vive na cidade maravilhosa e Gilberto na capital financeira do país. E ambos já têm novos blogs. No Ronda Paulistana, Gilberto traz a visão de um carioca que adora São Paulo mas que não deixa de apontar as inúmeras dificuldades da vida na pauliceia.
Henrique, por outro lado, descobriu uma nova qualidade (futura profissão?), a de fotógrafo. No blog Henrique 32, ele fotografa pontos turísticos, paisagens, bares, favelas e uma infinidade de detalhes do cotidiano fluminense.
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Visite os bons blogs Henrique 32 e Ronda Paulistana.
O paulista Henrique morava em Madri e dava preciosas dicas sobre a capital espanhola, enquanto o carioca Gilberto era o correspondente do Globo em Pequim, trazendo aos leitores algumas das enormes diferenças culturais Brasil-China.
Viajados que são, hoje Henrique vive na cidade maravilhosa e Gilberto na capital financeira do país. E ambos já têm novos blogs. No Ronda Paulistana, Gilberto traz a visão de um carioca que adora São Paulo mas que não deixa de apontar as inúmeras dificuldades da vida na pauliceia.
Henrique, por outro lado, descobriu uma nova qualidade (futura profissão?), a de fotógrafo. No blog Henrique 32, ele fotografa pontos turísticos, paisagens, bares, favelas e uma infinidade de detalhes do cotidiano fluminense.
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Visite os bons blogs Henrique 32 e Ronda Paulistana.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Vale a leitura! (Edição nº 138)
– “Nova resolução da Anac deixa passageiros do transporte aéreo mais protegidos” – Correio Braziliense de 14/6;
– “Cinco anos depois, Lei de Recuperação deve ser revista” – DCI de 14/6 (clipping da Anfac);
– “Cartões de crédito e débito cobram mais de 50 tarifas” – O Globo de 13/6 (clipping do Ministério do Planejamento);
– “A Justiça tutela a eleição” – Coluna de Maurício Dias, na Carta Capital desta semana;
– “STF impede contribuinte de usar Código Civil” – Valor Econômico de 11/6 (clipping eletrônico da AASP);
– “A ‘emenda Sean’ e a Justiça Federal” – Artigo da professora e advogada Carmen Tiburcio, no Valor Econômico de 10/6 (reproduzido no site Rogatória.com.br);
– “Supremo julga ‘esqueleto’ que pode custar R$ 10 bi” – Valor de 9/6 (clipping do Ministério do Planejamento).
– “Cinco anos depois, Lei de Recuperação deve ser revista” – DCI de 14/6 (clipping da Anfac);
– “Cartões de crédito e débito cobram mais de 50 tarifas” – O Globo de 13/6 (clipping do Ministério do Planejamento);
– “A Justiça tutela a eleição” – Coluna de Maurício Dias, na Carta Capital desta semana;
– “STF impede contribuinte de usar Código Civil” – Valor Econômico de 11/6 (clipping eletrônico da AASP);
– “A ‘emenda Sean’ e a Justiça Federal” – Artigo da professora e advogada Carmen Tiburcio, no Valor Econômico de 10/6 (reproduzido no site Rogatória.com.br);
– “Supremo julga ‘esqueleto’ que pode custar R$ 10 bi” – Valor de 9/6 (clipping do Ministério do Planejamento).
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Reportagem especial: teste de DNA 25 anos
Na última edição (nº 137) do boletim Direito na Mídia, que circulou dia 10/6, um dos destaques foi a reportagem especial do Correio Braziliense de 30/5 sobre a popularização dos exames de DNA, que completaram 25 anos em 2010.
Informa o jornal que, com o barateamento dos custos, hoje muitas pessoas preferem contratar testes particulares em vez de aguardar na fila à espera dos exames públicos. E pensar que, não faz tanto tempo assim, quem não quisesse esperar por um exame gratuito teria que recorrer à baixaria do Programa do Ratinho (SBT).
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Confira as reportagens "Em busca da identidade" e "Segredos revelados pelo DNA", ambas do Correio Braziliense.
Para receber automaticamente o boletim Direito na Mídia, basta adicionar seu email no campo
na coluna da direita deste blog e clicar em "Participe", ou escrever para contato@direitonamidia.com.br.
Informa o jornal que, com o barateamento dos custos, hoje muitas pessoas preferem contratar testes particulares em vez de aguardar na fila à espera dos exames públicos. E pensar que, não faz tanto tempo assim, quem não quisesse esperar por um exame gratuito teria que recorrer à baixaria do Programa do Ratinho (SBT).
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Confira as reportagens "Em busca da identidade" e "Segredos revelados pelo DNA", ambas do Correio Braziliense.
Para receber automaticamente o boletim Direito na Mídia, basta adicionar seu email no campo
na coluna da direita deste blog e clicar em "Participe", ou escrever para contato@direitonamidia.com.br.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Vale a leitura! (Edição nº 137)
- "A reação dos procuradores" - Correio Braziliense de 7/6 (clipping do Ministério do Planejamento);
- "Ministro Luiz Fux: 'A morosidade vai custar caro'" - Jornal do Brasil de 6/6 (reproduzida no portal Terra);
- "AGU reconhece união entre gays" - Jornal do Brasil de 5/6 (clipping do Ministério do Planejamento);
- "Ônus da prova sobre dano ambiental é das empresas" - DCI de 4/6 (clipping do DGCGT Advogados);
- "Plano de Saúde: consumidor amplia poder" - Correio Braziliense de 3/6;
- "Penhora de imóveis é pouco usada" - Valor Econômico de 31/5 (clipping do Abi-Ackel Advogados);
- "Ação aponta abuso em lista de devedor" - Folha de S.Paulo de 26/5 (clipping eletrônico da AASP).
- "Ministro Luiz Fux: 'A morosidade vai custar caro'" - Jornal do Brasil de 6/6 (reproduzida no portal Terra);
- "AGU reconhece união entre gays" - Jornal do Brasil de 5/6 (clipping do Ministério do Planejamento);
- "Ônus da prova sobre dano ambiental é das empresas" - DCI de 4/6 (clipping do DGCGT Advogados);
- "Plano de Saúde: consumidor amplia poder" - Correio Braziliense de 3/6;
- "Penhora de imóveis é pouco usada" - Valor Econômico de 31/5 (clipping do Abi-Ackel Advogados);
- "Ação aponta abuso em lista de devedor" - Folha de S.Paulo de 26/5 (clipping eletrônico da AASP).
Autoridades cadastram presos para votação
Depois de muita reclamação sobre os perigos de se permitir que os presos provisórios e adolescentes infratores internados votem nas eleições, as autoridades envolvidas na questão passaram a se mexer para garantir esse direito.
Informa a Folha de S.Paulo de 5/6 que, em São Paulo, oito mil presos já estão cadastrados para votar no pleito de outubro. O número ainda é pequeno, já que o TRE paulista informa existirem no Estado 52,5 mil presos provisórios e 5.500 adolescentes internados.
Segundo a reportagem, 19 mil presos estariam aptos a participar das eleições, sendo que onze mil destes não se alistaram e, assim, ficarão de fora do processo eleitoral.
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Confira a reportagem "Em SP, 8.000 presos estão cadastrados para votar na eleição", da Folha de 5/6, no clipping eletrônico da AASP.
Informa a Folha de S.Paulo de 5/6 que, em São Paulo, oito mil presos já estão cadastrados para votar no pleito de outubro. O número ainda é pequeno, já que o TRE paulista informa existirem no Estado 52,5 mil presos provisórios e 5.500 adolescentes internados.
Segundo a reportagem, 19 mil presos estariam aptos a participar das eleições, sendo que onze mil destes não se alistaram e, assim, ficarão de fora do processo eleitoral.
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Confira a reportagem "Em SP, 8.000 presos estão cadastrados para votar na eleição", da Folha de 5/6, no clipping eletrônico da AASP.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Jornalista pode divulgar email particular?
Se você entende que não, recomendo nem ler a reportagem deste domingo de Fernando de Barros e Silva, colunista da Folha de S.Paulo. Com boas fontes no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou no Supremo Tribunal Federal (STF), o jornalista teve acesso a alguns emails trocados entre ministros do STF e entre o ex-presidente do CNJ e os atuais conselheiros.
O tema das mensagens trocadas é a condução do CNJ, mais especificamente os gastos com diárias e passagens aéreas na gestão anterior do órgão. Graças aos emails, a Folha sustenta existir um confronto entre os ministros Cezar Peluso e Gilmar Mendes, que teria começado com a troca da Presidência do STF e do CNJ, ambas atualmente acumuladas por Peluso.
A matéria, por sua vez, não é focada nos gastos, mas no tom das correspondências, ao qualificá-las com expressões como "sem nenhuma formalidade" e "de forma ainda mais dura". Até mesmo a saudação "abraços", e sua ausência em uma das mensagens, recebeu destaque.
Mas e o leitor, o que acha? Por serem figuras públicas e tema de interesse da sociedade, a divulgação dos emails é legítima? Ou o colunista invadiu a privacidade dos ministros?
_____
Confira a reportagem "Troca de e-mails revela confronto no CNJ", da Folha, no clipping do JusBrasil e na versão da Folha.com, mais reduzida, mas com um infográfico dos emails.
O tema das mensagens trocadas é a condução do CNJ, mais especificamente os gastos com diárias e passagens aéreas na gestão anterior do órgão. Graças aos emails, a Folha sustenta existir um confronto entre os ministros Cezar Peluso e Gilmar Mendes, que teria começado com a troca da Presidência do STF e do CNJ, ambas atualmente acumuladas por Peluso.
A matéria, por sua vez, não é focada nos gastos, mas no tom das correspondências, ao qualificá-las com expressões como "sem nenhuma formalidade" e "de forma ainda mais dura". Até mesmo a saudação "abraços", e sua ausência em uma das mensagens, recebeu destaque.
Mas e o leitor, o que acha? Por serem figuras públicas e tema de interesse da sociedade, a divulgação dos emails é legítima? Ou o colunista invadiu a privacidade dos ministros?
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Confira a reportagem "Troca de e-mails revela confronto no CNJ", da Folha, no clipping do JusBrasil e na versão da Folha.com, mais reduzida, mas com um infográfico dos emails.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Espaço Econômico
Bolsa tem “pechinchas” mas analistas preveem novas altas
Por Fernando Teixeira, DCI
São Paulo, 28 de maio — Apesar da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ter fechado o dia de ontem com alta de 3,16%, os preços de alguns papéis são considerados baixos pelos analistas. A previsão de boa parte das corretoras é de que o principal indicador da Bolsa, o Ibovespa, feche em dezembro no intervalo de 70 mil a 80 mil pontos. Contudo, o momento é de volatilidade.
Uma das corretoras que apostam em um Ibovespa muito perto dos 80 mil pontos é a SLW. O analista-chefe da casa, Pedro Galdi, enxerga que existem muitos papéis com preços baixos e com potencial de alta, como é o caso da Petrobras. “Está é uma boa opção para o médio prazo, principalmente depois da recapitalização da empresa.”
O analista disse que um investidor que pensa em lucros para até 3 anos e que dispõem de um capital de até R$ 30 mil pode pensar em ingressar na Bolsa. “Ele pode formar uma carteira de uns 5 papéis e com este aporte comprar lotes inteiros. Os preços estão atrativos”, afirma.
Galdi recomenda comprar ativos ligados ao setor de commodities e varejo, pois acredita que a tendência é de alta dos metais e que a economia interna tenha bom desempenho.
Mais comedido, o analista do banco Banif, Oswaldo Telles, recomenda uma carteira de papéis que defendam o patrimônio. Segundo ele, a não ser que se tenha notícias de impacto positivo ou negativos, haverá continuísmo da volatilidade.
No mês de maio, Banif recomendou ações do Bradesco, CSN, Drogasil, Guararapes, Hering, Petrobras, Tegma, Geração Tiête, TIM, Tractebel, Vale e Vivo. A carteira teve rendimento negativo de 4,5%, enquanto o Ibovespa, 8,1 %, no mês. “No inicio do mês devemos mudar um pouco os papéis, pois vemos muita volatilidade no mercado. As notícias ruins não se restringiram à apenas Grécia.”
Para o analista-chefe da Gradual Investimentos, Paulo Esteves o que chama a atenção é o setor de construção civil. Segundo ele, até anteontem o setor apresentava queda de 10,7% e de 21,2% no ano. “As empresas vieram com balanços bons. Acredito que o PL do setor, tendo como referencia a mediana (para evitar distorções) seja de 8,9% em 2010 e de 7% em 2011.”
Esteves diz que a relação de preço valor patrimonial está 115%. Nível muito baixa para o indicador. “Para se ter idéia da defasagem, o mesmo cálculo para os 142 papéis que cobrimos é de PL de 12,7%, para este ano e de 10,6% para no ano que vem.”
O economista da Legan Asset, Fausto Gouveia, explica a alta de alta de 3,16%, aos 62.092 pontos da Bovespa, pelas notícias de que a China não deve revisar as posições dos ativos na Europa e a de que o Parlamento espanhol aprovou um pacote de austeridade fiscal de 15 bilhões de euros (US$ 18,4 bilhões).
Gouveia aposta que o mercado continue no mesmo patamar de ontem, até a segunda feira. “Os setores ligados a commodities devem continuar a se recuperar. Até dezembro optaria por escolher ações em infraestrutura, varejo e consumo. O investidor vai aproveitar o que Brasil apresenta de bom na economia.”
Ele recomenda como um investimento de médio prazo ações da Petrobras, que devem se valorizar muito após a recapitalização. “No caso de ações da Vale, a desvalorização aconteceu por causa da China ter anunciado aperto monetário e da bolha imobiliária, além do aumento dos juros. Tudo isto prejudicou. Os papéis devem subir.”
O economista reforça a dica de que prudência e estudos dos fundamentos são fundamentais para ter bom desempenho no mercado de ações. A Legan aposta em papéis da Petrobrás, “após capitalização deve ser a grande aposta do ano”. Bradesco PN, Usiminas PN, Rodobens e Banco do Espírito Santo.
No fechamento do pregão, o recorde de ontem ficou com construtora Rossi, que subiu 8,31%. A Usiminas com 7,69% figurou como a segunda maior alta. A maior baixa ficou com os papéis da BMF& Bovespa, com queda de 2,79%, seguida da Duratex, com 2,53%.
Outro destaque foram as ações da Vale ON e PN, que avançaram 6,31% e 6,29%.
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Postado originalmente no nosso parceiro Blog do Fernando Teixeira.
Por Fernando Teixeira, DCI
São Paulo, 28 de maio — Apesar da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ter fechado o dia de ontem com alta de 3,16%, os preços de alguns papéis são considerados baixos pelos analistas. A previsão de boa parte das corretoras é de que o principal indicador da Bolsa, o Ibovespa, feche em dezembro no intervalo de 70 mil a 80 mil pontos. Contudo, o momento é de volatilidade.
Uma das corretoras que apostam em um Ibovespa muito perto dos 80 mil pontos é a SLW. O analista-chefe da casa, Pedro Galdi, enxerga que existem muitos papéis com preços baixos e com potencial de alta, como é o caso da Petrobras. “Está é uma boa opção para o médio prazo, principalmente depois da recapitalização da empresa.”
O analista disse que um investidor que pensa em lucros para até 3 anos e que dispõem de um capital de até R$ 30 mil pode pensar em ingressar na Bolsa. “Ele pode formar uma carteira de uns 5 papéis e com este aporte comprar lotes inteiros. Os preços estão atrativos”, afirma.
Galdi recomenda comprar ativos ligados ao setor de commodities e varejo, pois acredita que a tendência é de alta dos metais e que a economia interna tenha bom desempenho.
Mais comedido, o analista do banco Banif, Oswaldo Telles, recomenda uma carteira de papéis que defendam o patrimônio. Segundo ele, a não ser que se tenha notícias de impacto positivo ou negativos, haverá continuísmo da volatilidade.
No mês de maio, Banif recomendou ações do Bradesco, CSN, Drogasil, Guararapes, Hering, Petrobras, Tegma, Geração Tiête, TIM, Tractebel, Vale e Vivo. A carteira teve rendimento negativo de 4,5%, enquanto o Ibovespa, 8,1 %, no mês. “No inicio do mês devemos mudar um pouco os papéis, pois vemos muita volatilidade no mercado. As notícias ruins não se restringiram à apenas Grécia.”
Para o analista-chefe da Gradual Investimentos, Paulo Esteves o que chama a atenção é o setor de construção civil. Segundo ele, até anteontem o setor apresentava queda de 10,7% e de 21,2% no ano. “As empresas vieram com balanços bons. Acredito que o PL do setor, tendo como referencia a mediana (para evitar distorções) seja de 8,9% em 2010 e de 7% em 2011.”
Esteves diz que a relação de preço valor patrimonial está 115%. Nível muito baixa para o indicador. “Para se ter idéia da defasagem, o mesmo cálculo para os 142 papéis que cobrimos é de PL de 12,7%, para este ano e de 10,6% para no ano que vem.”
O economista da Legan Asset, Fausto Gouveia, explica a alta de alta de 3,16%, aos 62.092 pontos da Bovespa, pelas notícias de que a China não deve revisar as posições dos ativos na Europa e a de que o Parlamento espanhol aprovou um pacote de austeridade fiscal de 15 bilhões de euros (US$ 18,4 bilhões).
Gouveia aposta que o mercado continue no mesmo patamar de ontem, até a segunda feira. “Os setores ligados a commodities devem continuar a se recuperar. Até dezembro optaria por escolher ações em infraestrutura, varejo e consumo. O investidor vai aproveitar o que Brasil apresenta de bom na economia.”
Ele recomenda como um investimento de médio prazo ações da Petrobras, que devem se valorizar muito após a recapitalização. “No caso de ações da Vale, a desvalorização aconteceu por causa da China ter anunciado aperto monetário e da bolha imobiliária, além do aumento dos juros. Tudo isto prejudicou. Os papéis devem subir.”
O economista reforça a dica de que prudência e estudos dos fundamentos são fundamentais para ter bom desempenho no mercado de ações. A Legan aposta em papéis da Petrobrás, “após capitalização deve ser a grande aposta do ano”. Bradesco PN, Usiminas PN, Rodobens e Banco do Espírito Santo.
No fechamento do pregão, o recorde de ontem ficou com construtora Rossi, que subiu 8,31%. A Usiminas com 7,69% figurou como a segunda maior alta. A maior baixa ficou com os papéis da BMF& Bovespa, com queda de 2,79%, seguida da Duratex, com 2,53%.
Outro destaque foram as ações da Vale ON e PN, que avançaram 6,31% e 6,29%.
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Postado originalmente no nosso parceiro Blog do Fernando Teixeira.
CNJ preocupado com privacidade online
Na nova realidade dos processos virtuais, que cada vez mais ganham espaço nas cortes brasileiras, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu regulamentar nacionalmente a forma de acesso aos processos judiciais disponíveis na internet.
Está em debate a separação dos dados que ficarão disponíveis a qualquer usuário, dos que estarão restritos e a regra intermediária, ou seja, dos disponibilizados, desde que o internauta se identifique por um cadastro eletrônico prévio.
Pelo que se depreende de matéria do Valor Econômico de 19/5, dados básicos de um processo, como nome das partes, dos advogados, trâmite processual e todas as decisões terão acesso livre, sem necessidade de identificação, com exceção doos processos trabalhistas, onde o nome do reclamante não será divulgado, para evitar que o trabalhador seja incluído nas famosas listas negras das empresas.
A ideia do CNJ é limitar uma consulta mais aprofundada, como por exemplo dos documentos e provas dos autos eletrônicos, a quem efetuar o cadastro prévio, que permita o registro de todos que consultaram aquele processo.
A reportagem não menciona o procedimento para os processos com segredo de justiça, que certamente não ficarão de fora da regulamentação.
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Confira a reportagem "CNJ elabora norma para consulta a processo virtual", do Valor, no clipping do Ministério do Planejamento.
Está em debate a separação dos dados que ficarão disponíveis a qualquer usuário, dos que estarão restritos e a regra intermediária, ou seja, dos disponibilizados, desde que o internauta se identifique por um cadastro eletrônico prévio.
Pelo que se depreende de matéria do Valor Econômico de 19/5, dados básicos de um processo, como nome das partes, dos advogados, trâmite processual e todas as decisões terão acesso livre, sem necessidade de identificação, com exceção doos processos trabalhistas, onde o nome do reclamante não será divulgado, para evitar que o trabalhador seja incluído nas famosas listas negras das empresas.
A ideia do CNJ é limitar uma consulta mais aprofundada, como por exemplo dos documentos e provas dos autos eletrônicos, a quem efetuar o cadastro prévio, que permita o registro de todos que consultaram aquele processo.
A reportagem não menciona o procedimento para os processos com segredo de justiça, que certamente não ficarão de fora da regulamentação.
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Confira a reportagem "CNJ elabora norma para consulta a processo virtual", do Valor, no clipping do Ministério do Planejamento.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Cade quer acelerar julgamentos do TRF/1
Juliano Basile, o repórter que mais conhece sobre o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, escreveu uma interessante matéria no Valor Econômico de ontem.
As empresas condenadas por formação de cartel pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) questionam as multas na Justiça. As ações são julgadas pela Justiça Federal de Brasília e os recursos são dirigidos ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF/1). Acontece que o tribunal não os julga; o maior exemplo é a condenação administrativa do cartel do aço, proferida em outubro de 1999, até hoje não apreciada no TRF/1.
Cansada de esperar, a Procuradoria do Cade recorreu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o tribunal federal dê mais celeridade aos julgamentos envolvendo casos de formação de cartel. No TRF/1, o que emperra as decisões é a indefinição sobre qual seção interna (2ª, 3ª ou 4ª) é a competente para o julgamento dos recursos.
É, provavelmente, a primeira vez que uma agência reguladora questiona um tribunal no CNJ, uma atitude que nos parece elogiável, diante da indefinição jurídica que se constata atualmente.
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Confira a reportagem "Cade recorre ao CNJ para agilizar julgamentos", do Valor de 26/5, no clipping do STJ.
As empresas condenadas por formação de cartel pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) questionam as multas na Justiça. As ações são julgadas pela Justiça Federal de Brasília e os recursos são dirigidos ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF/1). Acontece que o tribunal não os julga; o maior exemplo é a condenação administrativa do cartel do aço, proferida em outubro de 1999, até hoje não apreciada no TRF/1.
Cansada de esperar, a Procuradoria do Cade recorreu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o tribunal federal dê mais celeridade aos julgamentos envolvendo casos de formação de cartel. No TRF/1, o que emperra as decisões é a indefinição sobre qual seção interna (2ª, 3ª ou 4ª) é a competente para o julgamento dos recursos.
É, provavelmente, a primeira vez que uma agência reguladora questiona um tribunal no CNJ, uma atitude que nos parece elogiável, diante da indefinição jurídica que se constata atualmente.
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Confira a reportagem "Cade recorre ao CNJ para agilizar julgamentos", do Valor de 26/5, no clipping do STJ.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Bancos contestam monopólio do BB em consignados
Já destacamos, neste espaço, que o Banco do Brasil (BB) vem firmando uma série de contratos com Governos e Prefeituras que lhe permitem a exclusividade na oferta de empréstimos consignados aos respectivos servidores públicos. Em alguns contratos, o BB não exige exclusividade, mas apenas condições muito mais favoráveis que as que possam ser oferecidas pela concorrência.
O caso que envolve a Prefeitura de São Paulo parece ser o mais emblemático, seja por ser um dos primeiros, seja pelo número de servidores envolvidos (149 mil). O informativo Migalhas é quem mais tem dedicado espaço ao tema. O TJ/SP foi favorável aos servidores, mas a decisão foi suspensa por decisão da Presidência do STJ.
Reportagem do Correio Braziliense de 23/5 informa que agora a Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC) ajuizou mandado de segurança contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e seu secretário de modernização e desburocratização.
Segundo o jornal, no ano passado o Itaú fazia o pagamento dos salários e 152 instituições financeiras podiam oferecer empréstimos consignados ao servidores paulistanos. O BB comprou a folha de pagamentos e mais a exclusividade nos empréstimos por R$ 726 milhões que, segundo o alcaide, já foram utilizados! Para Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça do Governo FHC, a avença "configura crime contra a ordem econômica e caracteriza infração administrativa".
Contrato semelhante foi rompido no Governo de Minas Gerais, graças à atuação do Ministério Público mineiro.
Em nova reportagem, o jornal informa que o TJ/SP deferiu liminar na ação movida pela ABBC, rompendo o monopólio do BB. Aguardemos novas informações.
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Confira as reportagens "Nova ação contra o BB", do Correio Braziliense de 23/5 e "BB perde exclusividade para crédito com desconto em folha", do Correio de hoje.
O caso que envolve a Prefeitura de São Paulo parece ser o mais emblemático, seja por ser um dos primeiros, seja pelo número de servidores envolvidos (149 mil). O informativo Migalhas é quem mais tem dedicado espaço ao tema. O TJ/SP foi favorável aos servidores, mas a decisão foi suspensa por decisão da Presidência do STJ.
Reportagem do Correio Braziliense de 23/5 informa que agora a Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC) ajuizou mandado de segurança contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e seu secretário de modernização e desburocratização.
Segundo o jornal, no ano passado o Itaú fazia o pagamento dos salários e 152 instituições financeiras podiam oferecer empréstimos consignados ao servidores paulistanos. O BB comprou a folha de pagamentos e mais a exclusividade nos empréstimos por R$ 726 milhões que, segundo o alcaide, já foram utilizados! Para Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça do Governo FHC, a avença "configura crime contra a ordem econômica e caracteriza infração administrativa".
Contrato semelhante foi rompido no Governo de Minas Gerais, graças à atuação do Ministério Público mineiro.
Em nova reportagem, o jornal informa que o TJ/SP deferiu liminar na ação movida pela ABBC, rompendo o monopólio do BB. Aguardemos novas informações.
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Confira as reportagens "Nova ação contra o BB", do Correio Braziliense de 23/5 e "BB perde exclusividade para crédito com desconto em folha", do Correio de hoje.
Vale a leitura! (Edição nº 136)
– “Justiça anula dívida que levou Transbrasil à falência” – Consultor Jurídico de 24/5;
– “Seguro livra contadores de indenizar empresas” – Valor Econômico de 24/5 (clipping da Fenacon);
– “Bandarra deve perder o mandato” – Correio Braziliense de 23/5, sobre o procurador-geral de Justiça do MP/DF;
– “Ficha limpa: Jurisprudência do Supremo defende trânsito em julgado” – Interessante reportagem do Jornal do Brasil de 21/5;
– “Badin desiste de concorrer a novo mandato no Cade” – Valor Econômico de 21/5 (clipping do Ministério do Planejamento);
– “A reforma da Justiça estadual” – editorial de O Estado de S.Paulo de 19/5, sobre o Judiciário paulista;
– “PF prende oito em ação contra venda de sentenças no TRE-MT” – Folha de S.Paulo de 19/5 (clipping do Ministério do Planejamento).
– “Seguro livra contadores de indenizar empresas” – Valor Econômico de 24/5 (clipping da Fenacon);
– “Bandarra deve perder o mandato” – Correio Braziliense de 23/5, sobre o procurador-geral de Justiça do MP/DF;
– “Ficha limpa: Jurisprudência do Supremo defende trânsito em julgado” – Interessante reportagem do Jornal do Brasil de 21/5;
– “Badin desiste de concorrer a novo mandato no Cade” – Valor Econômico de 21/5 (clipping do Ministério do Planejamento);
– “A reforma da Justiça estadual” – editorial de O Estado de S.Paulo de 19/5, sobre o Judiciário paulista;
– “PF prende oito em ação contra venda de sentenças no TRE-MT” – Folha de S.Paulo de 19/5 (clipping do Ministério do Planejamento).
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Você imagina um júri ao vivo, pela TV?
Na atual edição (nº 135) do boletim Direito na Mídia, enviado na terça-feira para leitores já cadastrados, um dos temas mais polêmicos foi a proposta do criminalista Roberto Podval - advogado de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá - de televisionamento ao vivo dos julgamentos mais clamorosos do tribunal do júri.
Para Podval, que defendeu essa ideia em artigo assinado na Folha de S.Paulo, a medida seria uma forma de a defesa expor seus argumentos à sociedade tal qual a acusação, que, via de regra, tem mais espaço na mídia.
E você, o que acha? O objetivo planejado seria atingido? Ou só aumentaria o circo armado pela imprensa nos grandes casos? Será que não corremos o risco de termos verdadeiras "mesas-redondas" entre advogados, delegados, promotores e familiares de vítimas diante das câmeras de TV?
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Para receber automaticamente o boletim Direito na Mídia, basta adicionar seu email no campo
na coluna da direita deste blog e clicar em "Participe", ou escrever para contato@direitonamidia.com.br.
Para Podval, que defendeu essa ideia em artigo assinado na Folha de S.Paulo, a medida seria uma forma de a defesa expor seus argumentos à sociedade tal qual a acusação, que, via de regra, tem mais espaço na mídia.
E você, o que acha? O objetivo planejado seria atingido? Ou só aumentaria o circo armado pela imprensa nos grandes casos? Será que não corremos o risco de termos verdadeiras "mesas-redondas" entre advogados, delegados, promotores e familiares de vítimas diante das câmeras de TV?
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Para receber automaticamente o boletim Direito na Mídia, basta adicionar seu email no campo
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Terceirização: STF contraria TST
No curto espaço de quatro dias, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) proferiram decisões completamente opostas sobre a responsabilização subsidiária da Administração Pública na terceirização de serviços.
De acordo com reportagem do DCI, em 24/4 o TST criou a Orientação Jurisprudencial nº 383, segundo a qual a Administração é sim responsável subsidiária na terceirização de atividades. Em 28/4, por sua vez, o STF julgou procedente uma ação movida pelo Estado de Rondônia contra a corte trabalhista e afastou, de uma só vez, a OJ 383 e a Súmula 331 do TST, que trata do mesmo assunto.
Estava em discussão um artigo da Lei de Licitações (Lei 8.666/93), considerado incompatível com a Constituição Federal pelo TST. A decisão do Supremo foi técnica, envolveu a chamada cláusula da "reserva de plenário", que teria sido desrespeitado pelo TST.
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Confira os detalhes na reportagem "Decisão do Supremo inicia embate com TST" do DCI de 17/5.
De acordo com reportagem do DCI, em 24/4 o TST criou a Orientação Jurisprudencial nº 383, segundo a qual a Administração é sim responsável subsidiária na terceirização de atividades. Em 28/4, por sua vez, o STF julgou procedente uma ação movida pelo Estado de Rondônia contra a corte trabalhista e afastou, de uma só vez, a OJ 383 e a Súmula 331 do TST, que trata do mesmo assunto.
Estava em discussão um artigo da Lei de Licitações (Lei 8.666/93), considerado incompatível com a Constituição Federal pelo TST. A decisão do Supremo foi técnica, envolveu a chamada cláusula da "reserva de plenário", que teria sido desrespeitado pelo TST.
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Confira os detalhes na reportagem "Decisão do Supremo inicia embate com TST" do DCI de 17/5.
Um blog às quintas, publicado na sexta
Uma vez mais deixamos de publicar a seção Um blog às quintas no dia correto, ontem. Mas como tem um blog que há tempos quero indicar, resolvi não deixar para a próxima semana. Trata-se do blog Dia-a-Dica, da jornalista Katia Maia.
Embora já ouvisse suas reportagens na rádio CBN, conheci mesmo Katia Maia pelo Twitter, onde frequentemente trocamos algumas considerações. Seu blog não é centrado em um tema específico, ao contrário, Katia fala de tudo, cotidiano, emprego, teatro, música...
Uma de suas últimas postagens foi sobre as necessidades que nos impusemos nos últimos anos, tais como celular, emails, o próprio Twitter e, mais recentemente, os emails que agora recebemos direto pelo celular e - no caso dela - as notícias dos filhos no colégio, colocadas diariamente no site da escola.
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Visite o blog Dia-a-Dica.
Embora já ouvisse suas reportagens na rádio CBN, conheci mesmo Katia Maia pelo Twitter, onde frequentemente trocamos algumas considerações. Seu blog não é centrado em um tema específico, ao contrário, Katia fala de tudo, cotidiano, emprego, teatro, música...
Uma de suas últimas postagens foi sobre as necessidades que nos impusemos nos últimos anos, tais como celular, emails, o próprio Twitter e, mais recentemente, os emails que agora recebemos direto pelo celular e - no caso dela - as notícias dos filhos no colégio, colocadas diariamente no site da escola.
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Visite o blog Dia-a-Dica.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Espaço Econômico
Bancos médios retomam alta da rentabilidade
Fernando Teixeira e Ernani Fagundes, do DCI
São Paulo, 17 de maio — Os chamados bancos médios finalizaram a safra de balanços nesta sexta-feira. De modo geral, as instituições apresentaram boa rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) e forte crescimento em crédito consignado e para empresas de pequeno e médio porte. Analistas afirmaram que os resultados até o fim do ano destas instituições devem ser positivos, apesar do governo ter anunciado medidas para frear o crescimento econômico do País em 2010.
Para efeito de comparação, retorno sobre o patrimônio destas instituições ficou assim: Bic Banco subiu de 19% no primeiro trimestre de 2009 para 19,3% o mesmo período de 2010. Banco Pine aumentou de 10,1% para 15,3%, o ABC Brasil 8,3% para 15,2%, Banrisul de 14,4% para 14,9%, Daycoval aumentou de 12,3% para 13,6%, Paraná Banco subiu de 10,4% para 11,7%. A exceção foi o Indusval que caiu de 7,3% para 7,0% entre os dois períodos.
No quesito lucro líquido, a instituição que mais lucrou no primeiro trimestre de 2010 foi o Banrisul, com R$ 121,9 milhões. Seguido pelo Bic Banco – R$ 80,3 milhões, Daycoval com R$ 54,6 milhões, ABC Brasil R$ 46,9 milhões, Banco Pine R$ 30,2 milhões, Paraná Banco R$ 22,4 milhões, Sofisa R$ 10 milhões e Indusval com R$ 7,3 milhões
Na observação do diretor da Fractal, Celso Grisi, os bancos médios devem continuar crescendo a base de crédito, mesmo com as medidas de contenção anunciadas pelo governo federal. “Diria que de reduziu 100 para 80. Não haverá crises”. Para ele, um crescimento de 25% no final do ano é motivo de comemoração.
Para Grisi, o Indusval é um dos que devem se fortalecer no middle market e crédito consolidado. Mesmo caminho deve seguir o Bicbanco, o líder no setor de empréstimos para médias empresas no Brasil. “Eles devem lançar dívida subordinada de para 5 anos com retorno de 12% a 13%; estourando, 14%. No caso de bancos grandes a captação é de 7%.”
O especialista analisa que o árabe ABC Brasil aproveita a onda de negócios do middle market e fornece trade finance muito forte para o mundo árabe. “Eles cresceram muito em Minas Gerais, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, com operações de trade. Devem fechar o ano muito bem.”
Mateus Bandeira revelou que a meta do Banrisul é fazer a contenção de despesas administrativas e como consequência obter melhores lucros nos próximos trimestres. Até março, o banco apresentou lucro líquido de R$ 121,9 milhões e crescimento de 14,4% na comparação com os resultados do mesmo período de 2009. Para isso, Bandeira pretende cortar cerca de R$ 45 milhões, ainda este ano. “Contratamos o Instituto de Desenvolvimento Gerencial [INDG] para nos auxiliar nesta tarefa. Queremos resultados positivos no curto e médio prazo nos processos.”
A preocupação de Bandeira tem fundamento. Somente no primeiro trimestre, as despesas administrativas do Banrisul subiram 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os gastos foram de R$ 423,1 milhões.
O presidente do banco sulista ressaltou que dentre as despesas administrativas está inclusa os investimentos em marketing. “É uma forma de nos defendermos contra a concorrência. Justifica parte do gasto.”
Hoje o banco detém toda a folha de pagamentos do Estado do Rio Grande do Sul. Com este trunfo, o banco conseguiu aumentar os recursos captados e administrados 15,2% acima do registrado no mesmo mês de 2009 somando R$ 22,4 bilhões no fim de março.
“Esperamos fechar o ano com um crescimento na casa de 22% a 25% da carteira de crédito total. O nosso vetor deve ser o crédito a pessoas físicas – de 30% a 35% – principalmente no consignado”. O banco fez aquisição de carteira de crédito consignado fora do mercado do sul “temos qualidade e inadimplência quase zero nesta carteira, existe espaço para crescer”. O executivo ressaltou ainda que o banco “não está à venda”.
O analista de investimentos do Banco Fator Fernando Salazar avaliou o balanço divulgado pelo Banrisul na última sexta-feira. “Apesar do desempenho operacional favorável e do significativo aumento da carteira de crédito, acima do sistema financeiro e dos grandes bancos, o resultado do primeiro trimestre foi fraco e impactado negativamente por menores receitas de margem financeira e comissões, além de maiores despesas em não-juros.”
Ele considerou que o reflexo do desempenho é a estabilidade no índice de eficiência da instituição em relação aos últimos trimestres, cujas receitas não estão sendo suficientes para absorver a elevação das despesas operacionais. “Esperamos redução gradual do indicador de eficiência para os próximos trimestres.”
Conteúdo do Blog do Jornalista Fernando Teixeira.
Fernando Teixeira e Ernani Fagundes, do DCI
São Paulo, 17 de maio — Os chamados bancos médios finalizaram a safra de balanços nesta sexta-feira. De modo geral, as instituições apresentaram boa rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) e forte crescimento em crédito consignado e para empresas de pequeno e médio porte. Analistas afirmaram que os resultados até o fim do ano destas instituições devem ser positivos, apesar do governo ter anunciado medidas para frear o crescimento econômico do País em 2010.
Para efeito de comparação, retorno sobre o patrimônio destas instituições ficou assim: Bic Banco subiu de 19% no primeiro trimestre de 2009 para 19,3% o mesmo período de 2010. Banco Pine aumentou de 10,1% para 15,3%, o ABC Brasil 8,3% para 15,2%, Banrisul de 14,4% para 14,9%, Daycoval aumentou de 12,3% para 13,6%, Paraná Banco subiu de 10,4% para 11,7%. A exceção foi o Indusval que caiu de 7,3% para 7,0% entre os dois períodos.
No quesito lucro líquido, a instituição que mais lucrou no primeiro trimestre de 2010 foi o Banrisul, com R$ 121,9 milhões. Seguido pelo Bic Banco – R$ 80,3 milhões, Daycoval com R$ 54,6 milhões, ABC Brasil R$ 46,9 milhões, Banco Pine R$ 30,2 milhões, Paraná Banco R$ 22,4 milhões, Sofisa R$ 10 milhões e Indusval com R$ 7,3 milhões
Na observação do diretor da Fractal, Celso Grisi, os bancos médios devem continuar crescendo a base de crédito, mesmo com as medidas de contenção anunciadas pelo governo federal. “Diria que de reduziu 100 para 80. Não haverá crises”. Para ele, um crescimento de 25% no final do ano é motivo de comemoração.
Para Grisi, o Indusval é um dos que devem se fortalecer no middle market e crédito consolidado. Mesmo caminho deve seguir o Bicbanco, o líder no setor de empréstimos para médias empresas no Brasil. “Eles devem lançar dívida subordinada de para 5 anos com retorno de 12% a 13%; estourando, 14%. No caso de bancos grandes a captação é de 7%.”
O especialista analisa que o árabe ABC Brasil aproveita a onda de negócios do middle market e fornece trade finance muito forte para o mundo árabe. “Eles cresceram muito em Minas Gerais, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, com operações de trade. Devem fechar o ano muito bem.”
Mateus Bandeira revelou que a meta do Banrisul é fazer a contenção de despesas administrativas e como consequência obter melhores lucros nos próximos trimestres. Até março, o banco apresentou lucro líquido de R$ 121,9 milhões e crescimento de 14,4% na comparação com os resultados do mesmo período de 2009. Para isso, Bandeira pretende cortar cerca de R$ 45 milhões, ainda este ano. “Contratamos o Instituto de Desenvolvimento Gerencial [INDG] para nos auxiliar nesta tarefa. Queremos resultados positivos no curto e médio prazo nos processos.”
A preocupação de Bandeira tem fundamento. Somente no primeiro trimestre, as despesas administrativas do Banrisul subiram 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os gastos foram de R$ 423,1 milhões.
O presidente do banco sulista ressaltou que dentre as despesas administrativas está inclusa os investimentos em marketing. “É uma forma de nos defendermos contra a concorrência. Justifica parte do gasto.”
Hoje o banco detém toda a folha de pagamentos do Estado do Rio Grande do Sul. Com este trunfo, o banco conseguiu aumentar os recursos captados e administrados 15,2% acima do registrado no mesmo mês de 2009 somando R$ 22,4 bilhões no fim de março.
“Esperamos fechar o ano com um crescimento na casa de 22% a 25% da carteira de crédito total. O nosso vetor deve ser o crédito a pessoas físicas – de 30% a 35% – principalmente no consignado”. O banco fez aquisição de carteira de crédito consignado fora do mercado do sul “temos qualidade e inadimplência quase zero nesta carteira, existe espaço para crescer”. O executivo ressaltou ainda que o banco “não está à venda”.
O analista de investimentos do Banco Fator Fernando Salazar avaliou o balanço divulgado pelo Banrisul na última sexta-feira. “Apesar do desempenho operacional favorável e do significativo aumento da carteira de crédito, acima do sistema financeiro e dos grandes bancos, o resultado do primeiro trimestre foi fraco e impactado negativamente por menores receitas de margem financeira e comissões, além de maiores despesas em não-juros.”
Ele considerou que o reflexo do desempenho é a estabilidade no índice de eficiência da instituição em relação aos últimos trimestres, cujas receitas não estão sendo suficientes para absorver a elevação das despesas operacionais. “Esperamos redução gradual do indicador de eficiência para os próximos trimestres.”
Conteúdo do Blog do Jornalista Fernando Teixeira.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Blog inicia nova parceria
Iniciamos hoje, oficialmente, uma parceria com o blog do Jornalista Fernando Teixeira, especializado em economia, negócios e investimentos. Fernando, por sinal, é repórter de economia do jornal paulistano DCI.
De início, a parceria implica na troca de logotipos e links dos dois blogs, mas a intenção é que, em breve, nossa seção Espaço Econômico seja retomada e constantemente atualizada com o conteúdo do novo parceiro.
De início, a parceria implica na troca de logotipos e links dos dois blogs, mas a intenção é que, em breve, nossa seção Espaço Econômico seja retomada e constantemente atualizada com o conteúdo do novo parceiro.
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