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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"Qué pagá quanto?"

Vem aí mais uma mega-fusão no setor varejista. Casas Bahia e Pão de Açúcar anunciam em instantes (às 11h de hoje) o início do processo de fusão entre as duas empresas. Como o anúncio ainda não foi formalizado, persistem muitas dúvidas sobre a operação.

Com o negócio, a concorrência fica cada vez mais fraca no setor. Em junho deste ano, o Pão de Açúcar já havia adquirido outro grande player, a Globex, dona do Ponto Frio. É um novo teste de fogo para as autoridades antitruste brasileiras, justamente quando o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) passa por um período de certa intranquilidade interna.

Outra informação que precisa ficar esclarecida é se haverá realmente uma fusão ou se uma das empresas comprará a outra. Na anunciada fusão entre Itaú e Unibanco, até hoje muita gente de peso sustenta que o Unibanco foi comprado. Nas manchetes abaixo, já se verifica esta confusão.
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Confira as notas "Pão de Açúcar e Casas Bahia anunciam fusão", da Folha Online, "Pão de Açúcar faz acordo para comprar Casas Bahia, diz jornal", do Terra e "Pão de Açúcar compra as Casas Bahia por meio da Globex", do Estadão, todas da manhã desta sexta-feira.

sábado, 24 de outubro de 2009

Espaço Econômico

O tema econômico da semana foi a taxação do capital externo na Bolsa de Valores de São Paulo, a BM&FBovespa. Agora, os investidores estrangeiros recolhem 2% a título de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as aplicações em renda fixa e em ações.

Para o portal UOL, a medida é ruim, como se percebe das reportagens "Estrangeiro tirou R$ 1,3 bi da Bovespa por causa do novo IOF" de 22/10 e "Em semana de novo imposto, Bovespa fecha no vermelho", de 23/10.

O Financial Times fez uma leitura bem diferente. Para o jornal britânico, o Brasil é "vítima do próprio sucesso econômico", por atrair capital externo a passos largos. "Todo mundo quer estar no Brasil neste momento", resumiu um analista ouvido pelo jornal.
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Confira, no site da BBC Brasil, em português, a reportagem "Brasil é 'vítima do próprio sucesso econômico', diz 'Financial Times'", publicada em 21/10.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Espaço Econômico

Para quem não se contenta com os baixos rendimentos da poupança ou dos fundos com altas taxas de administração ofertados pela maioria dos bancos, a Bolsa de Valores é indicada como uma boa opção.

Depois dos períodos de baixa relacionados à crise econômica mundial, a Bovespa tem dado seguidos sinais de recuperação em 2009. O mais recente foi verificado ontem, 8/10, quando fechou acima dos 63 mil pontos pela primeira vez em quinze meses.

Esta semana ainda trouxe outra notícia posivita, com o IPO do banco Santander, que relembrou os tempos pré-crise, marcados por sucessivas e exitosas aberturas de capitais. Para completar, o dólar dos EUA já está cotado em R$ 1,738, o menor valor desde 8 de setembro do ano passado.

Ponto para quem manteve seu capital na Bolsa durante o período de vacas magras.
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Confira a reportagem "Bovespa fecha acima dos 63 mil pontos pela 1ª vez em 15 meses", do UOL Economia.

sábado, 22 de agosto de 2009

Espaço Econômico

James Quigley, presidente do Bank of America Merrill Lynch na América Latina concedeu interessante entrevista ao repórter Leandro Modé d'O Estado de S.Paulo, onde afirmou ser o Brasil o "mais irresistível entre todos os mercados emergentes do mundo".

Analisando os efeitos da crise financeira mundial, Quigley destacou alguns pontos positivos de nosso país, como a grande população jovem, o bom sistema bancário, as instituições "críveis" e a qualidade de ser um exportador diversificado e não apenas um vendedor de commodities.

"Quando se olha o Brasil, é impossível não pensar no crescimento do mercado imobiliário e na consequente necessidade de hipotecas. As perspectivas de consumo são grandes, portanto, o negócio de cartão de crédito é promissor não só no Brasil, mas na América Latina. Todas essas são oportunidades de longo prazo." (James Quigley)
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Confira a entrevista "Brasil é o mais irresistível dos Brics", do Estadão de 17/8.

domingo, 16 de agosto de 2009

Espaço Econômico

Depois de longo tempo, retomamos nossa coluna econômica. O destaque desta semana não poderia ser outro que não o sucesso do Banco do Brasil (BB) ao ultrapassar o Itaú e assumir o posto de maior banco brasileiro em ativos.

Embora a diferença entre os dois primeiros lugares seja pequena, deve aumentar significativamente com a provável aprovação pelo Banco Central da compra do Banco Votorantim pelo BB.

Um dos motivos para a liderança foi o fato do BB ter expandido sua oferta de crédito, ao contrário dos grandes bancos privados, como Itaú e Bradesco, que fecharam as torneiras para os empréstimos.

Para o colunista Vinicius Torres Freire, da Folha de S.Paulo, "a banca privada poderia ter dormido sem levar essa carraspana desmoralizante do ministro da Fazenda". Freire ainda lembra que "desde o estouro da crise, em outubro de 2008, os bancos estatais foram responsáveis por 83% do aumento do estoque de crédito para o setor privado no Brasil".
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Confira a reportagem "BB supera Itaú Unibanco e volta a ser o maior banco", publicada no jornal O Estado de S.Paulo de 13/8.

Leia também a coluna "Os vexames dos bancões privados", de Vinicius Torres Freire, na Folha de 14/8 (clipping do Ministério do Planejamento).

sábado, 20 de junho de 2009

Espaço Econômico

O site Infomoney Pessoal publicou, ontem (19/6), uma reportagem interessante. Sob o título "Em maio, consumidor gaúcho é novamente o que mais paga juros no crediário", a matéria reproduz pesquisa sobre a taxa de juros média no crediário em seis Estados e no DF.

Comparadas as taxas médias, o consumidor gaúcho paga ao mês 1,02% a mais que o paulista. Em termos anuais, os juros passam de 89,26% em SP para 112,43% no RS.

A pesquisa não aponta os motivos, mas arrisco afirmar que os gaúchos pagam mais em decorrência do risco do negócio para bancos e financeiras. Como o Judiciário gaúcho possui um entendimento peculiar sobre as questões bancárias - quase sempre favorável aos clientes - o custo das instituições financeiras é mais elevado.

Assim, o consumidor acaba pagando mais por conta do alto número de decisões judiciais contrárias aos bancos. A maior parte das quais, modificadas depois pelos tribunais superiores.

sábado, 23 de maio de 2009

Espaço Econômico

Um dos temas econômicos mais comentados dos últimos dias é a tributação da poupança. Jornais, TV, deputados da oposição... houve até quem comparasse a medida com o famigerado confisco das cadernetas de poupança dos tempos do presidente Collor e de sua ministra Zélia Cardoso de Mello.

Afastando tal comparação e demonstrando que - pelo menos neste ponto - a mordida do leão não é tão forte, o advogado e contador J. V. Rabelo de Andrade escreveu um ótimo texto no informativo Migalhas, que é o nosso destaque da semana.
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Confira o artigo "Você tem poupança?", publicado no Migalhas de 21/5.

sábado, 16 de maio de 2009

Espaço Econômico

O tema de nossa coluna econômica desta semana é economia doméstica. O site InfoMoney Pessoal publicou interessante reportagem intitulada "Como seus gastos, hoje, interferem nas suas finanças, amanhã".

Os autores calcularam prováveis custos anuais com um veículo usado avaliado em R$ 50 mil. Foram incluídos: seguro, IPVA, estacionamento, combustível e outros. O resultado foi um impressionante gasto de R$ 23.500,00 ao ano.

Talvez o exemplo seja exagerado, mas, como bem lembra a reportagem, "a ideia não é fazer com que você venda seu carro imediatamente e passe a andar de táxi ou a utilizar o transporte público, mas sim mostrar o real custo e os efeitos de determinando bem ou hábito de consumo no bolso e no planejamento futuro".

domingo, 10 de maio de 2009

Espaço Econômico

Neste dia das mães, nossa coluna de economia fala da recuperação da Bolsa de Valores (Bovespa) no ano de 2009 e aponta as dez ações que mais subiram no ano, a começar pela Rossi Residencial (RSID3), que teve uma valorização de 110,74% de janeiro para cá.

As boas notícias incluem a alta do Ibovespa, que é de 37% no ano, dos quais 8,68% só na primeira semana de maio, quando a Bolsa voltou a operar acima dos 50 mil pontos.

Veja a reportagem "Confira as dez ações do índice Ibovespa com maior valorização no ano", do site G1 e não deixe de assistir, na mesma página, à matéria em vídeo da GloboNews.

domingo, 3 de maio de 2009

Espaço Econômico

Muito se tem falado, nos últimos dias, na ideia do Governo de reduzir os ganhos da caderneta de poupança, que atualmente são maiores que os de muitos fundos de investimento e planos de previdência privada oferecidos pelos bancos.

Mauro Halfeld, colunista da rádio CBN, explica o motivo. Com a redução da taxa Selic e as altas taxas de administração cobradas pelas instituições financeiras, tais produtos acabam sendo menos rentáveis que a própria poupança, que não é nenhuma recordista em rentabilidade.

Na opinião do economista, em vez de reduzir os pequenos lucros da poupança, os bancos deveriam oferecer produtos melhores e mais baratos a seus clientes. Mas aí já é outra história...
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Confira a análise de Mauro Halfeld, no site da CBN.

domingo, 19 de abril de 2009

Espaço Econômico

Longe de achar que esta crise internacional já acabou, o fato é que há sinais concretos de recuperação. Mauro Halfeld, da rádio CBN, por exemplo, esta semana comentou que o preço dos imóveis no Brasil não chegou a cair, conforme se previa há alguns meses.

Separamos duas reportagens da última sexta-feira (17/4) que demonstram como a atividade econômica brasileira dá sinais de recuperação.

A matéria "Varejo dribla crise e vendas têm alta em fevereiro", publicada no jornal O Estado de S.Paulo, traz diversos dados positivos, como o aumento de 1,5% das vendas do varejo em fevereiro com relação ao mês anterior e de 3,8% ante fevereiro de 2008. A expansão já alcança 4,9% no primeiro bimestre de 2009 e 8% em doze meses.

Na mesma data, destacou o Valor Econômico que "Venda de veículos se mantém no ritmo de março", demonstrando o acerto da medida de redução do IPI, recentemente prorrogada até o final de junho. Em três meses e meio, foram licenciados 781.200 veículos, boa parte em decorrência do retorno do acesso fácil ao crédito, segundo o presidente da Ford Brasil, Marcos de Oliveira.
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PS: Os links para as reportagens selecionadas são do clipping do Ministério do Planejamento.

sábado, 4 de abril de 2009

Espaço Econômico

Há muito se sabe que as tarifas cobradas pelas administradoras de cartões de crédito junto a seus consumidores são exageradas, sobretudo quando comparadas com a qualidade dos serviços ofertados.

Reportagem do jornal O Globo de 2/4 revelou que a situação é semelhante também na outra ponta, junto aos comerciantes. Intitulada "Cartão: taxas no país são as mais altas do mundo", a matéria afirma que os lojistas brasileiros têm os maiores custos entre 17 países pesquisados!

Enquanto a cobrança junto aos comerciantes de outros países não passa - na média - de 2%, no Brasil a comissão chega a 5%. Isso sem falar no pagamento de aluguel pelo uso das tão populares maquininhas. A grita é geral: "Se não tiver cartão, não vendo. Tenho cinco máquinas aqui e pago de R$ 70 a R$ 90 de aluguel por mês. As taxas estão próximas dos 5% e, além disso, só recebo 30 dias depois", reclamou o presidente de um dos centros de comércio popular mais conhecidos do Rio de Janeiro.

Como destacado por Marcos Diegues, assessor jurídico do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), as taxas cobradas pelas administradoras de cartões acabam se refletindo sobre os consumidores.
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O Banco Central do Brasil, em parceria com as secretarias de Direito Econômico (SDE) e de Acompanhamento Econômico (Seae), elaborou extenso relatório sobre a indústria dos cartões de pagamento (são 300 páginas em formato PDF).

* Obs: o link para a reportagem do Globo é do clipping do Ministério do Planejamento.

sábado, 28 de março de 2009

Espaço Econômico

Em nossa coluna de economia desta semana, selecionamos dois textos, um do Estadão, outro da Folha, ambos publicados neste sábado e que tratam do mesmo assunto, a astronômica perda financeira de grandes empresas com os contratos de derivativos.

"Derivativo leva Sadia a prejuízo de R$ 2,5 bi", anunciou O Estado de S.Paulo, destacando tratar-se do primeiro prejuízo anual em 64 anos de história da empresa, agravado, segundo a Sadia, pela nova lei contábil (Lei 11.638/07). Grande parte do prejuízo fica com os acionistas, que não esperavam por um investimento tão mal feito.

No mesmo erro, incorreram os diretores da maior produtora mundial de celulose de eucalipto. De acordo com a Folha de S.Paulo, "Prejuízo da Aracruz chega a R$ 2,9 bi no 4º trimestre" (reprodução do site Agrolink). A manchete diz respeito apenas ao último trimestre, já que o prejuízo no exercício de 2008 foi de R$ 4,2 bi, o que levou a empresa a revisar para baixo seus planos de investimentos.

domingo, 22 de março de 2009

Espaço Econômico

Neste segundo post sobre economia, indicamos novo comentário de Mauro Halfeld, para a rádio CBN. Na última semana, Halfeld abordou algumas vezes a questão das taxas de administração cobradas nos fundos de investimentos dos bancos brasileiros.

Com a queda na taxa Selic, tais taxas tornam-se ainda mais importantes para os investidores, sobretudo pequenos e médios, pois as taxas, somadas aos impostos, podem detonar o ganho real do investimento.

O economista sugere, em primeiro lugar, que o cliente se informe sobre as taxas que vem pagando e quais as opções mais baratas oferecidas. A seguir, o caminho é negociar com o gerente e, caso o resultado não seja satisfatório, abrir uma nova conta em outra instituição financeira.

No comentário da última sexta-feira (20/3), Halfeld aborda justamente a mudança de banco e a comparação entre os descontos na tarifa com as diferenças entre as taxas de administração cobradas, e lembra: "bancos são casas de comércio. Não seja tímido ao negociar com eles!".

sábado, 14 de março de 2009

Espaço Econômico *

Inauguro hoje uma nova seção neste blog, nomeada de Espaço Econômico. Vou selecionar, nos finais de semana, um texto ou áudio interessante sobre a economia mundial e, em especial, a brasileira.

Serão dicas de investimentos, opções para este momento de crise internacional e análises de política econômica.

Inicio com o comentário da última quarta-feira (11/3) de Mauro Halfeld, para a rádio CBN, sobre a desconfiança no mercado de ações brasileiro.
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* Atualização de 15/3, 10h50: Havíamos colocado aqui no blog o áudio direto para o citado comentário de Mauro Halfeld. Houve, entretanto, um problema tecnológico, pois a gravação iniciava-se automaticamente TODAS AS VEZES que o blog era visitado. Quem já tinha ouvido uma vez, precisava procurar o player para interromper o som, o que, certamente, não é o ideal.

Assim, para ouvir o comentário, indicamos a própria página da CBN.