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domingo, 31 de janeiro de 2016

Espaço Econômico

O que muda com o novo imposto sobre o turismo?

Recentemente, a Fazenda Nacional passou a cobrar um novo imposto sobre viagens ao exterior, na alíquota de 25% sobre cada remessa enviada "envolvendo viagens", exceto as com fins educacionais, científicos e culturais, ou para tratamento de saúde.

Mas, sobre quais gastos efetivamente incidirá o imposto? E como fazer para evitá-lo se você já tem planejada uma viagem futura? Reportagem especial do UOL de 29/01 tira as principais dúvidas e explica de que forma o viajante consegue se livrar do gasto extra.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Espaço Econômico

As mudanças de paradigmas da economia compartilhada

A economia compartilhada é um conceito que teve grande desenvolvimento a partir do início do século XXI. Envolve a prática de dividir bens e serviços com outras pessoas, tornando seu uso mais racional e seu preço mais acessível, repartido com os outros usuários.

Ela teve grande incremento com a internet e os novos aplicativos, tais como Airbnb e Couchsurfing (hospedagem), Zazcar e Pegcar (automóveis), Blablacar (caronas) os aplicativos de compartilhamento de bicicletas das principais capitais, Regus e Ponto de Contato (escritórios) e Dinneer (jantares), entre tantas outras opções.

Como toda mudança, envolve alguns riscos e um grande debate sobre a falta de regulamentação, fiscalização e recolhimento de impostos. Para uns, algo negativo; para outros, mais uma vantagem do compartilhamento.
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Saiba mais sobre economia compartilhada no site Consumo Colaborativo.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Espaço Econômico

E a população da Grécia disse NÃO às exigências de seus credores internacionais (em especial a Alemanha), que exigiam medidas ainda mais austeras a serem tomadas pelo país mediterrâneo. Foi uma clara vitória do governo grego (FolhaSP), que não estava disposto a seguir as imposições do mercado.

Os líderes europeus pediram aos gregos que votassem "sim", mas não foram atendidos. Especula-se agora em uma saída da Grécia da zona do euro, mas o fato é que as medidas de austeridade que foram impostas ao país nos últimos anos não surtiram efeito positivo na economia grega e, provavelmente, contribuíram com a recessão.

No Huffington Post, o economista e prêmio Nobel em economia Joseph Stiglitz vaticinou: "neste domingo, os cidadãos gregos debaterão duas alternativas: austeridade e depressão sem fim, ou a possibilidade de decidir seu próprio destino num contexto de enorme incerteza. Nenhuma das opções é agradável. Ambas podem levar a rupturas sociais ainda piores. Mas com uma delas, há esperança; com a outra, nenhuma" (versão em português no site OutrasPalavras).

sábado, 20 de julho de 2013

Espaço Econômico

Economista prevê PIB de 4% ao ano

Francisco Lopes, ex-presidente do Banco Central no Governo Fernando Henrique Cardoso, escreveu artigo no Valor Econômico de 17 de julho onde indica um provável crescimento da economia brasileira no ritmo de 4% ao ano e critica o pessimismo da imprensa.

"Na realidade, a única coisa que fica clara aqui é que a mídia especializada e a grande maioria dos analistas da economia parecem sofrer atualmente de um pessimismo obsessivo", afirma, para, na sequência, explicar seu método de cálculo:

"Existe amplo consenso de que a forma mais segura para se analisar o movimento do PIB é usar dados trimestrais. Não é por outra razão que contas nacionais em toda parte são sempre elaboradas em base trimestral, como acontece também com o nosso IBGE. (...) Se compararmos o trimestre composto pelos meses de março a maio de 2013 com o mesmo período de 2012 obtemos uma variação de 3,74%".
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Confira o artigo "O PIB cresce 4% ao ano",publicado no Valor de 17/7, reproduzido no clipping da ANTP.

domingo, 14 de julho de 2013

Espaço Econômico

Sucesso midiático, fracasso na Bolsa

O empresário Eike Batista sempre soube se aproveitar da mídia. O ex-futuro homem mais rico do mundo, segundo suas previsões particulares, foi destaque de empreendedor de sucesso em nossos jornais, revistas (foto) e programas de TV.


Agora, que as empresas com a marca X vão de mal a pior, matéria de Yolanda Fordelone para o Estadão de 1º/7 revela: quem investiu R$ 5 mil na OGX em 2008 (lançamento de ações na Bolsa), hoje tem pouco mais de R$ 200 na carteira!

Não está fácil pra ninguém.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Espaço Econômico

O desembargador Rizzatto Nunes, do TJ/SP, escreveu um interessante artigo sobre os eventos de vendas de milhares de imóveis em promoção. Mais especificamente, sobre o Feirão da Caixa.

"Uma casa ou um apartamento não devem jamais ser comprados numa exposição de fim de semana, como se a pessoa estivesse comprando frutas na feira livre ou numa liquidação tipo queima de estoque de roupas ou sapatos", alertou o autor.

Confira o artigo:

O capitalismo selvagem e os consumidores desesperados
Por Rizzatto Nunes 

É fato conhecido que muitos consumidores jamais poderão adquirir a maior parte dos produtos e serviços oferecidos no mercado de consumo. Por mais que o sistema financeiro consiga, cada vez mais, oferecer crédito para uma ampla camada da população, muitos objetos do desejo dos consumidores continuam e continuarão inacessíveis.

Há muito a ser dito a respeito disso, mas o que interessa neste artigo é o elemento psíquico: o que o marketing, que oferece esses bens de difícil aquisição alimenta, de fato, é a frustração (Alguns entendem que a frustração é boa para o mercado, pois, como o consumidor não consegue preencher seu “espaço interior” adquirindo mercadorias, nunca para de comprar na tentativa — vã – de apaziguar sua alma).

Além disso, como esses consumidores – já frustrados ou que ainda se frustrarão – são seres humanos, têm, dentro de si, uma coisa chamada esperança. Daí, vivem a ilusão da possibilidade de um dia realizar seu sonho de aquisição – qualquer que seja ele. Assim, de frustração em frustração o consumidor vai preenchendo o vazio de sua esperança; se olhar para trás, verá o quanto não conseguiu obter.

Mas, a esperança é forte e a ilusão também. Por isso, ele acredita na sorte e participa de todo tipo de jogos para ganhar prêmios (estes ironicamente chamados de “jogos de azar”): loterias, cassinos (quando e onde há), entra em concursos de todo tipo, adora promoções, sorteios etc. Isto é, o consumidor é presa fácil das ofertas que prometem uma vida melhor e, de preferência obtida rápida e facilmente.

(continue a leitura no blog do autor)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Espaço Econômico

Voos lotados, passagens cada vez mais caras

Reportagem do site InfoMoney de 23/11 informou que as passagens aéreas subiram em média 68% em um ano, chegando a 84% nos voos para o Rio de Janeiro. Somente em novembro, a elevação foi de 4%, isto sobre a alta de mais de 14% do mês anterior.

A matéria não aborda a taxa de ocupação, mas é notório que a lotação das aeronaves no país aumentou. Raramente se pega um voo vazio, especialmente nos grandes centros.

Tão ruim quanto a lotação dos aeroportos, a alta nos preços e o minúsculo espaço existente entre as poltronas é, todas as vezes em que se está numa sala de embarque, ouvir alguém comentando com a pessoa ao lado: "se hoje já está assim, imagine na Copa!".

domingo, 17 de abril de 2011

Espaço Econômico

A BM&FBovespa está em um grande esforço de popularização, sonhando em atingir a marca de 5 milhões de investidores pessoas físicas. Para tanto, até lançou campanha televisiva com o Pelé em várias capitais.

Mas, de outubro do ano passado para cá, o número de contas de pessoas físicas só diminui. Segundo reportagem do Valor Econômico de 7/4, somente em 2011 mais de 6 mil investidores já abandonaram as ações.

Um dos motivos é que o principal índice da Bolsa, o Ibovespa, "praticamente não sai do lugar há cerca de um ano e meio". As outras razões você confere lendo a íntegra da matéria, no clipping do Ministério do Planejamento.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Espaço Econômico

A difícil concorrência com os chineses

Reportagem do jornal Brasil Econômico de ontem mostrou como é complicada a situação das empresas brasileiras que decidem competir com os produtos chineses no mercado internacional. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria - CNI, 67% dos exportadores brasileiros perdem a disputa.

A situação também não é confortável no mercado interno, onde 45% das empresas nacionais que disputam mercado com os produtos vindos da China diminuiram sua participação. A concorrência é mais acirrada nos setores eletrônico e têxtil.
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Confira a reportagem "Empresas brasileiras não conseguem competir com chineses", do Brasil Econômico.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Espaço Econômico

Dia brasileiro no Fórum de Davos

Segundo reportagem da Folha.com de hoje, esta sexta-feira será praticamente dedicada ao Brasil no Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos (Suíça).

No painel mais importante do dia, Antônio Patriota (ministro das Relações Exteriores), Alexandre Tombini (presidente do Banco Central), Luciano Coutinho (presidente do BNDES) e Frederico Curado (presidente da Embraer) debaterão os desafios macroeconômicos e a agenda internacional de nosso país.

Tombini e Coutinho ainda participam de outros debates, assim como José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras e o publicitário Nizan Guanaes.
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Confira a matéria "Brasil ganha voz nos eventos de hoje em Davos", da Folha.com.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Espaço Econômico

Brasileiros estão confiantes com economia

Reportagem da agência Reuters reproduzida pelo UOL Economia em 21/1 mostrou que os  habitantes de economias emergentes são muito mais confiantes sobre suas perspectivas financeiras que os moradores de economias avançadas. No Brasil, 78% estão otimistas, enquanto na França apenas 4% .

O Brasil, aliás, é o país em que os cidadãos se mostraram mais confiantes, dentre 24 nações pesquisadas pelo instituto Ipsos, seguido pela Índia (61%) e pela Arábia Saudita (47%).

Na Europa, o país mais otimista foi a Alemanha, com 27% dos alemães acreditando que a economia nacional irá se fortalecer.

A pesquisa foi realizada entre 10 e 20 de dezembro, com 19 mil pessoas.
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Confira na íntegra a reportagem de Catherine Bosley.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Espaço Econômico

Mercado de cartões quadruplicará até 2020
Por Fernando Teixeira, DCI

Projeção da Associação das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs) mostra que, em 2020, o mercado de meios de pagamento eletrônico deva praticamente quadruplicar o faturamento atual e chegar a R$ 2,188 trilhões. Até 2015, cerca de 900 milhões de plásticos devem ser emitidos, o que possibilitará 15 bilhões de transações no ano.

Outro fator que anima os agentes da indústria de cartão é o fato de que a relação consumo das famílias x Produto Interno Bruto (PIB) saltará de 63,1%, em 2010; para 67,5% em 2020.

As projeções para 2010 mostram que o faturamento da indústria de cartões deve ser de R$ 534 bilhões, número 20% superior ao alcançado no ano passado, quando a indústria registrou R$ 444 bilhões.

O presidente da Abecs, Paulo Caffarelli, disse que o volume de transações deve aumentar em 16,8% e chegar a 7,131 bilhões, ante 6,105 bilhões registradas no ano passado. “O mercado cresce 20% ao ano e deve sustentar este patamar por algum tempo”, afirma Caffarelli.

(...)
Um dos fatores para o otimismo é a classe não bancarizada, que, hoje, corresponde a aproximadamente 40% da população brasileira. “Muitas vezes quem não tem conta corrente usa o cartão de crédito como forma de portar dinheiro e parcelar compras”, enfatizou o presidente.

Além dos não bancarizados, o Caffarelli destacou o aumento do “público potencial”: os migrantes das classes D e E. Hoje, segundo a Abecs, ‘apenas’ 49% das pessoas com cartão de crédito no Brasil estão nas classes C, D e E.

(...)
Cartões
Quanto ao apetite de mercado da bandeira de cartão de crédito ELO – gerida em conjunta entre BB, Bradesco e Caixa Econômica Federal – o executivo acredita que em 5 anos, a marca alcançará a fatia de 15%. Para Ivo Vieitas, diretor da Abeces e presidente da Hipercard (gerida pelo Itaú Unibanco), os números da ELO não assustam. “A ELO terá seu espaço e público, mas não sei se é factível os 15% almejados. Acho saudável ter metas”, analisou a questão.

Hoje, a bandeira do Itaú detém quase 8% de mercado. Contudo adia planos para ter mais emissores além do próprio banco. “Pode acontecer um dia, hoje, não está nos planos. Ele tem força para ser emitida por mais gente. Obviamente dependerá das decisões do grupo.”

(...)
Hoje, a marca de crédito do Itaú é aceita em 19 estados e o faturamento cresce acima de 30% ao ano desde 2005. “Mais da metade do faturamento é originado em regiões fora do nordeste, onde a bandeira nasceu nos anos 70. O Walmart e operações de telemarketing fazem a venda do cartão”, destacou o executivo.
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Reportagem publicada antes no nosso parceiro Blog do Fernando Teixeira.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Espaço Econômico

Empresas estrangeiras ampliam voos fora do eixo Rio-SP

Interessante reportagem da Folha.com de 10/10 mostra como empresas áereas estrangeiras, entre elas TAP, Pluna e American Airlines, vêm diversificando as cidades brasileiras para abertura de novas rotas internacionais. Campinas, Brasília, Salvador e Fortaleza são algumas das cidades preferidas.

Além de dinamizar a economia, essa nova atitude contribui para uma repartição mais eficiente do uso de aeroportos, fora dos já abarrotados Cumbica/SPe Galeão/RJ.
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Confira a reportagem "Empresas estrangeiras ampliam voos fora do eixo Rio-SP" da Folha.com. Peguei a dica sobre a matéria no Blog do Luis Nassif.

domingo, 5 de setembro de 2010

Espaço Econômico

Expansão da economia brasileira no 1º semestre foi a maior em 14 anos

Rio de Janeiro, 3 set (EFE) - A economia brasileira acumulou, no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 8,9%, o maior do período nos últimos 14 anos, que contrasta com a contração de 0,2% que o país sofreu em 2009 pela crise mundial, segundo dados divulgados hoje pelo Governo.

Apesar de o Produto Interno Bruto (PIB) ter sofrido uma desaceleração no segundo trimestre do ano, quando cresceu 1,2% frente ao primeiro, o acumulado fez com que o Banco Central imediatamente reafirmasse sua previsão de que o Brasil encerrará o ano com uma expansão recorde de 7,3%.

Após crescer 2,7% no primeiro trimestre em comparação ao último de 2009, a economia diminuiu o ritmo no segundo, mas ainda sobe a taxas elevadas em comparação com o ano passado.

A expansão do segundo trimestre foi de 8,8% frente ao mesmo período de 2009.

Como o Governo esperava uma desaceleração no segundo trimestre após a eliminação dos incentivos e a alta dos juros para fazer frente à inflação, o resultado do PIB superou as expectativas.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que a economia brasileira "se desloca para uma trajetória mais condizente com o equilíbrio de longo prazo".

"Apesar da acomodação no segundo trimestre, o Banco Central calcula que, no acumulado do ano, a taxa de crescimento será de 7,3%", afirmou Meirelles em comunicado.

Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi mais otimista e assinalou: "com essa variação (7,3%) teremos o maior crescimento do PIB em 24 anos".

(...)
Os economistas, que sempre criticaram o PIB brasileiro por ser inferior ao de outros países emergentes, agora se deparam um resultado que coloca ao Brasil entre os que mais crescem neste momento.

Dados comparativos divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) indicam que o Brasil é o quinto em uma lista de 16 países que já divulgaram o resultado do PIB do segundo trimestre.

(...)
O crescimento do Brasil no primeiro semestre (8,9%) foi o maior desde 1996, quando o indicador começou a ser medido com as atuais variáveis.

Segundo o IBGE, o resultado semestral foi impulsionado, principalmente, pela indústria, cuja produção aumentou 14,2%.

Também contribuiu a formação bruta de capital fixo (investimento produtivo), que foi recorde com uma expansão de 26,2%.

A demanda interna, que cresceu 8% no semestre, voltou a se destacar como um dos principais motores da economia e dobrou o crescimento do consumo do Governo (3,6%).

A aceleração da indústria e do consumo interno fizeram as importações crescerem 39,2% no semestre, quase quatro vezes o aumento das exportações (10,5%).
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Notícia da Agência EFE, publicada no UOL Economia.

sábado, 21 de agosto de 2010

Espaço Econômico

Bovespa encerra semana com duas quedas

Reportagem do Invertia, o site de economia do Terra, demonstrou que, mesmo após duas quedas seguidas, a Bovespa terminou a semana com ligeira alta, de 0,6%. O índice Ibovespa fechou na casa dos 66.677 pontos.

Segundo analistas, as notícias externas ruins foram decisivas para o pessimismo da bolsa paulista. No Brasil, as ações que mais caíram foram as "ligadas a metais", como a MMX e a Usiminas.

Na outra ponta, destacaram-se concessionárias de serviços públicos, empresas ligadas a consumo e instituições financeiras.
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Confira a reportagem "Bovespa fecha com 2ª queda seguida, mas se valoriza na semana", do Invertia de ontem.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Espaço Econômico

Bradesco, BB e Caixa reforçam parcerias

Por Fernando Teixeira, DCI

O Banco do Brasil (BB) e o Bradesco assinaram memorando de intenções com o português Banco Espírito Santo (BES) para criação de uma holding para atuar no continente africano. Hoje, o BES detém 100% das ações e a participação de cada membro brasileiro na nova empresa será decidida entre 60 e 90 dias.

De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a participação na holding não impede que o BB faça mais aquisições no exterior. “Esta operação é voltada apenas para a África. O banco atua nos EUA. Inclusive, o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, concedeu status de Financial Holding Company, o que permite ao banco atuar como banco de varejo. Podemos expandir naquele país.”

Uma fonte ligada ao BB revelou ao DCI que ao menos 10 bancos americanos estão sendo analisados. “Todos apresentam bons preços depois da crise, independentemente do porte.” Nos bastidores circulam nomes de instituições que poderiam ser compradas pelo BB, como Citigroup, mas a fonte não confirmou o nome.

(...)
Outra possibilidade é que o BB faça mais uma aquisição na América Latina. O maior banco nacional comprou recentemente o Banco Patagonia, um dos maiores da Argentina.

Para o ministro Mantega, o fato de os bancos brasileiros pensarem em expansão é uma vocação. “Os bancos nacionais estão dentre os mais sólidos do mundo. Demonstraram isto durante a crise financeira.” Na visão do ministro, os mais beneficiados com a parceria dos três bancos seriam empresas nacionais que atuam naquele continente.

“Ocupar espaço antes de outras bandeiras.” Este foi o tom da conversa entre os executivos dos três bancos durante a apresentação do projeto de atuação na África. A ideia é aproveitar a estrutura que o BES tem na África para fortalecer o posicionamento da holding. Segundo o presidente do BES, Ricardo Salgado, o banco possui forte presença em países em desenvolvimento, como Angola, onde há 30 agências; o segundo mercado é a Líbia, com 20. “A intenção da holding é preservar a identidade local. Queremos ocupar espaços.”

(...)
De acordo com o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, a parceria tem foco mais na estratégia do que na rentabilidade da operação. Ele afirmou que o aporte do BB na operação “não será relevante”. Na mesma linha, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, comentou que os planos para a África não trarão “impacto relevante sobre o patrimônio” da instituição.

Contudo, Bendine analisa que nos próximos anos a demanda por investimentos e bancarização será muito forte nos países africanos. “Queremos ocupar o espaço de uma indústria bancária nascente. O continente africano tem baixíssima bancarização, de 15% em alguns países. É um continente que oferece oportunidades. Antes que outros países o ocupem, três instituições se unem para ocupar esse espaço.”

Para o presidente do Bradesco, a operação reflete o momento econômico atual. “A África, depois da América Latina, passa por um bom momento econômico, principalmente em commodities, em absorção de alimentos. A África está encontrando o seu caminho de desenvolvimento industrial e agropecuário.” Os bancos devem manter também a marca atual dos bancos que vão contar com a participação da nova empresa na África.

Cartões - Não é apenas na área de internacionalização que a parceria entre Banco do Brasil e Bradesco parece se fortalecer. A bandeira de cartão de crédito e débito Elo terá também a participação da Caixa Econômica Federal.

Segundo Bendine, outros bancos procuram a nova empresa para poder emitir cartões com a nova bandeira. O objetivo do grupo é abocanhar 15% do mercado de pagamentos, cerca de R$ 80,25 bilhões, em até 5 anos. Ano passado, o faturamento da indústria de cartões foi de R$ 535 bilhões. Os três bancos, somados, têm 100 milhões de clientes.

(...)
Quanto aos concorrentes MasterCard e Visa, o presidente do Banco do Brasil afirma que elas podem perder espaço entre os bancos emissores após a entrada no mercado da Elo. “São três grandes emissores, mas não esqueçamos que vamos continuar emitindo as bandeiras. Não há rompimento, mas de acrescentar mais concorrente no mercado.”
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Publicado originalmente em nosso parceiro, Blog do Fernando Teixeira.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Espaço Econômico

Competição já impacta balanço da Redecard

Por Fernando Teixeira, DCI

A credenciadora de pagamentos eletrônicos Redecard teve lucro líquido de R$ 374,6 milhões no segundo trimestre de 2010, resultado 9,1% maior que o de igual período de 2009. Apesar de o resultado estar em linha com o esperado pelo mercado, a empresa já sente o reflexo de dois fatores: a quebra da exclusividade entre a concorrente Cielo e a bandeira Visa e a entrada do banco Santander em conjunto com GetNet neste mercado.

O presidente-executivo da Redecard, Roberto Medeiros, ressaltou que “já há um impacto da maior competição nos resultados do segundo trimestre”. Segundo ele, a credenciadora aumentou os gastos com contratação de pessoal, despesas de marketing. “A partir de agora, os investimentos com publicidade devem em patamares mais condizentes comm o nosso histórico.”

O balanço da empresa mostra que os gastos com marketing aumentaram 77,1%. No segundo trimestre do ano passado a Redecard gastou R$ 13 milhões; no mesmo período deste ano o gasto saltou para R$ 23 milhões.

Medeiros disse também que a maior concorrência entre os atores de mercado causou mudança no perfil dos vendedores. “Aumentamos o gasto com contratações. Não são vendedores, mas sim consultores. Há um melhor treinamento.”

O objetivo do grupo não é disputar mercado, mas sim buscar aumento de penetração em lugares onde a marca não é forte. “Investimos no centro-oeste, nordeste e Norte. Fazemos esforço concentrado no nordeste, pois temos a bandeira Hipercard. No próximo trimestre devemos ter um incremento nos resultados por causa destas regiões.”

Outro foco é entrar em setores onde não a empresa ainda não atua, como educação, saúde, taxis e no setor moveleiro. Segundo o executivo, no segmento de móveis, a empresa cresceu o faturamento em 24% no primeiro semestre na comparação com igual período de 2009. “Em educação, nosso faturamento cresceu 44% no primeiro semestre. Já entre médicos, dentistas e clínicas, crescemos 36%.”

A receita com taxistas aumentou 13%. Ao todo foram credenciados 45 mil taxistas. “A dificuldade é a de acertar a melhor forma de recebimento: se por celular ou se por maquininhas (POS) implantadas nos carros.” A Redecard fez convênio com a construtora Tecnisa para que as parcelas de entrada dos compradores e as comissões dos vendedores sejam pagas com cartões.

O executivo descarta baixar taxas para brigar por mercado. “Você voaria em uma companhia aérea na qual não confia só porque ela cobra a metade do preço? Provavelmente não. É preciso oferecer serviços , antecipação e atendimento porta a porta.” O objetivo é que o meio eletrônico chegue a 45% do mercado com é nos EUA; hoje é de 22%.

Outra consequência do aumento da concorrência, revelou Medeiros, sem dar detalhes, é que já existe escassez de máquinas para fornecer aos clientes. “Pedimos para fabricantes acelerarem para não faltarem máquinas.”

O DCI tentou contato com alguns fabricantes de POS , mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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Mudanças
Medeiros analisa que o consumidor brasileiro começa a mudar seus hábitos. “A venda com cartões de crédito aumentou muito. O brasileiro quer saber a parcela que cabe no bolso.”

De acordo com ele, toda vez que o lojista precisa vender mais recorre ao alongamento de prazo. “Por isto, no semestre, a venda com crédito aumentou 22%, frente a 15% no débito. É a tendência do mercado.”

Dividendos
O Conselho de Administração da Redecard aprovou na quinta-feira o pagamento de R$ 664 milhões em dividendos. Segundo Medeiros, existem mais R$ 26,3 milhões de juros sobre capital próprio que também serão distribuídos.

Os resultados do segundo trimestre de 2010 e serão pagos aos acionistas que tiverem ações da Redecard em 5 de agosto, incluindo ações negociadas “ex-direitos” a partir de 6 de agosto.

Mesmo com lucro maior no segundo trimestre, de R$ 374 milhões, a Redecard já dá sinais de que sentiu o ambiente mais competitivo do setor de cartões, principalmente por conta do aumento dos custos.
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Postado originalmente no nosso parceiro Blog do Fernando Teixeira.

sábado, 19 de junho de 2010

Espaço Econômico

Redes de franquias ensaiam entrada na Bolsa de Valores

Por Fernando Teixeira, DCI

São Paulo, 16 de junho – Ao menos duas redes de franquia, a Franchising Ventures e o Habib’s, já projetam negociar seus papéis na Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa. A primeira, cuja maior bandeira é a Livraria Nobel, busca novos investidores e sócios para comprar mais marcas e aumentar o faturamento. A rede de comida árabe fortalece o nome, inclusive no exterior.

O diretor da Franchising Ventures, Sérgio Milano Benclowicz, revelou ao DCI que a empresa já se prepara para abrir capital. Contudo, o fato deve ocorrer assim que a empresa ganhar mais volume financeiro. Para ele, a maior dificuldade de se abrir capital no Brasil está no tamanho que a empresa precisa ter. “Esse parâmetro joga o planejamento cinco anos para a frente. É preciso ser muito grande para fazer oferta pública inicial de ações [IPO].”

Ele revela que os primeiros passos já foram dados com a criação do fundo de investimento em participações (FIP), avaliado, entre patrimônio e empresas, em R$ 60 milhões. “Quando fazemos a aquisição, compramos ao menos 50% e o antigo proprietário torna-se sócio.”

Segundo ele, o FIP é o caminho para fazer o IPO. Ele não descarta a entrada de outros sócios e de fundos de investimentos. No ano passado, o faturamento girou em torno de R$ 200 milhões, e a empresa espera crescer 10% este ano. “Somos parecidos com licença de software: cada cópia é uma franquia e por isso, termos geração de caixa alta”, conta.

Hoje, a Franchising Ventures possui 9 bandeiras e totaliza 460 unidades franqueadas. “Podemos chegar a 25 marcas. Claro que não se sai comprando tudo. Precisa ter sinergia.”

A grande aposta do executivo está no setor de franquias do ramo imobiliário. O braço de imóveis da rede, a Franquia Imóveis, apresentou crescimento de 14,7% em 2009. “É o setor que mais vai crescer no Brasil motivado por crédito e troca de imóveis.”

Quanto ao ritmo de expansão dos negócios das outras marcas, o diretor aposta na implantação de várias franquias dentro de um único espaço, como acontece com a Livraria Nobel e com o Café Donuts, por exemplo. “É o benefício de se ter várias marcas dentro do guarda-chuva.”

No plano nacional, o maior volume de negócios acontece no sudeste – 70%. “Contudo, o maior crescimento proporcional está no nordeste e no centro-oeste porque a base é pequena.”

Exterior
Em 2005, a franqueadora começou a expansão internacional. Hoje a marca Livraria Nobel está presente com 25 unidades na Espanha, 3 em Angola, Portugal, México, Colômbia e EUA, com livros em espanhol e em português. “Como os negócios estão caminhando bem no Brasil, enfocamos o mercado local. O País é a bola da vez e queremos crescer aqui.” Ele não descarta comprar outras marcas.

Benclowicz contou que a loja de brinquedos Zastras será a próxima a ser exportada à Espanha. “Cada marca é um contrato diferente e precisa de um máster franqueador. Vejo boas possibilidades.”

Habib’s
Outro grupo de franquias que se prepara para ir a mercado é o Habib’s. “Talvez em 5 anos”, previu, como prazo para o IPO, o diretor de Expansão da marca, João Penna. “A diretoria estrutura a abertura, mas sem pressa.”

Na visão do executivo, a força do grupo está na consolidação da marca. Segundo ele, o negócio foi remodelado nos últimos três anos, principalmente com a criação da universidade corporativa e com a melhora da gestão. Penna ressalta que o crescimento da rede está em ritmo muito forte. “A média histórica de abertura fica na casa de 20 lojas por ano. Este ano devemos abrir 40 unidades, número que pode crescer mais, pois deve se consolidar em setembro.”

De acordo com ele, a rede de comida árabe possui 330 lojas, cujo faturamento médio é de R$ 270 mil por loja. Para Penna, o ritmo de abertura só não é mais intenso por falta de bons pontos comerciais. “Se hoje tivéssemos 100 lojas para oferecer, abririam todas. Mas não há franqueado que resista a ponto mal escolhido.”

Outra trava na expansão, mas para o mercado chinês, onde a franquia deseja abrir 1500 unidades, é a falta de mão de obra especializada. “O Brasil cresce muito e não podemos tirar pessoas daqui para levar para lá. O atendimento ficaria limitado.”

Quando questionado se uma abertura de capital ajudaria nesta operação, Penna foi enfático e disse que não falta dinheiro. “Os parceiros chineses tinham aporte para montar a estrutura tranquilamente. A parte mais pesada ficaria com eles. Falta gente.”

IMC
A International Meal Company (IMC), detentora de marcas como Viena, Frango Assado e Brunella, que tentou fazer IPO, solicitou à CVM a interrupção do processo em dezembro de 2009. A empresa alegou condições desfavoráveis à abertura.
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Postado originalmente no nosso parceiro Blog do Fernando Teixeira.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Espaço Econômico

Bolsa tem “pechinchas” mas analistas preveem novas altas

Por Fernando Teixeira, DCI

São Paulo, 28 de maio — Apesar da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ter fechado o dia de ontem com alta de 3,16%, os preços de alguns papéis são considerados baixos pelos analistas. A previsão de boa parte das corretoras é de que o principal indicador da Bolsa, o Ibovespa, feche em dezembro no intervalo de 70 mil a 80 mil pontos. Contudo, o momento é de volatilidade.

Uma das corretoras que apostam em um Ibovespa muito perto dos 80 mil pontos é a SLW. O analista-chefe da casa, Pedro Galdi, enxerga que existem muitos papéis com preços baixos e com potencial de alta, como é o caso da Petrobras. “Está é uma boa opção para o médio prazo, principalmente depois da recapitalização da empresa.”

O analista disse que um investidor que pensa em lucros para até 3 anos e que dispõem de um capital de até R$ 30 mil pode pensar em ingressar na Bolsa. “Ele pode formar uma carteira de uns 5 papéis e com este aporte comprar lotes inteiros. Os preços estão atrativos”, afirma.

Galdi recomenda comprar ativos ligados ao setor de commodities e varejo, pois acredita que a tendência é de alta dos metais e que a economia interna tenha bom desempenho.

Mais comedido, o analista do banco Banif, Oswaldo Telles, recomenda uma carteira de papéis que defendam o patrimônio. Segundo ele, a não ser que se tenha notícias de impacto positivo ou negativos, haverá continuísmo da volatilidade.

No mês de maio, Banif recomendou ações do Bradesco, CSN, Drogasil, Guararapes, Hering, Petrobras, Tegma, Geração Tiête, TIM, Tractebel, Vale e Vivo. A carteira teve rendimento negativo de 4,5%, enquanto o Ibovespa, 8,1 %, no mês. “No inicio do mês devemos mudar um pouco os papéis, pois vemos muita volatilidade no mercado. As notícias ruins não se restringiram à apenas Grécia.”

Para o analista-chefe da Gradual Investimentos, Paulo Esteves o que chama a atenção é o setor de construção civil. Segundo ele, até anteontem o setor apresentava queda de 10,7% e de 21,2% no ano. “As empresas vieram com balanços bons. Acredito que o PL do setor, tendo como referencia a mediana (para evitar distorções) seja de 8,9% em 2010 e de 7% em 2011.”

Esteves diz que a relação de preço valor patrimonial está 115%. Nível muito baixa para o indicador. “Para se ter idéia da defasagem, o mesmo cálculo para os 142 papéis que cobrimos é de PL de 12,7%, para este ano e de 10,6% para no ano que vem.”

O economista da Legan Asset, Fausto Gouveia, explica a alta de alta de 3,16%, aos 62.092 pontos da Bovespa, pelas notícias de que a China não deve revisar as posições dos ativos na Europa e a de que o Parlamento espanhol aprovou um pacote de austeridade fiscal de 15 bilhões de euros (US$ 18,4 bilhões).

Gouveia aposta que o mercado continue no mesmo patamar de ontem, até a segunda feira. “Os setores ligados a commodities devem continuar a se recuperar. Até dezembro optaria por escolher ações em infraestrutura, varejo e consumo. O investidor vai aproveitar o que Brasil apresenta de bom na economia.”

Ele recomenda como um investimento de médio prazo ações da Petrobras, que devem se valorizar muito após a recapitalização. “No caso de ações da Vale, a desvalorização aconteceu por causa da China ter anunciado aperto monetário e da bolha imobiliária, além do aumento dos juros. Tudo isto prejudicou. Os papéis devem subir.”

O economista reforça a dica de que prudência e estudos dos fundamentos são fundamentais para ter bom desempenho no mercado de ações. A Legan aposta em papéis da Petrobrás, “após capitalização deve ser a grande aposta do ano”. Bradesco PN, Usiminas PN, Rodobens e Banco do Espírito Santo.

No fechamento do pregão, o recorde de ontem ficou com construtora Rossi, que subiu 8,31%. A Usiminas com 7,69% figurou como a segunda maior alta. A maior baixa ficou com os papéis da BMF& Bovespa, com queda de 2,79%, seguida da Duratex, com 2,53%.

Outro destaque foram as ações da Vale ON e PN, que avançaram 6,31% e 6,29%.
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Postado originalmente no nosso parceiro Blog do Fernando Teixeira.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Espaço Econômico

Bancos médios retomam alta da rentabilidade

Fernando Teixeira e Ernani Fagundes, do DCI

São Paulo, 17 de maio — Os chamados bancos médios finalizaram a safra de balanços nesta sexta-feira. De modo geral, as instituições apresentaram boa rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) e forte crescimento em crédito consignado e para empresas de pequeno e médio porte. Analistas afirmaram que os resultados até o fim do ano destas instituições devem ser positivos, apesar do governo ter anunciado medidas para frear o crescimento econômico do País em 2010.

Para efeito de comparação, retorno sobre o patrimônio destas instituições ficou assim: Bic Banco subiu de 19% no primeiro trimestre de 2009 para 19,3% o mesmo período de 2010. Banco Pine aumentou de 10,1% para 15,3%, o ABC Brasil 8,3% para 15,2%, Banrisul de 14,4% para 14,9%, Daycoval aumentou de 12,3% para 13,6%, Paraná Banco subiu de 10,4% para 11,7%. A exceção foi o Indusval que caiu de 7,3% para 7,0% entre os dois períodos.
No quesito lucro líquido, a instituição que mais lucrou no primeiro trimestre de 2010 foi o Banrisul, com R$ 121,9 milhões. Seguido pelo Bic Banco – R$ 80,3 milhões, Daycoval com R$ 54,6 milhões, ABC Brasil R$ 46,9 milhões, Banco Pine R$ 30,2 milhões, Paraná Banco R$ 22,4 milhões, Sofisa R$ 10 milhões e Indusval com R$ 7,3 milhões
Na observação do diretor da Fractal, Celso Grisi, os bancos médios devem continuar crescendo a base de crédito, mesmo com as medidas de contenção anunciadas pelo governo federal. “Diria que de reduziu 100 para 80. Não haverá crises”. Para ele, um crescimento de 25% no final do ano é motivo de comemoração.

Para Grisi, o Indusval é um dos que devem se fortalecer no middle market e crédito consolidado. Mesmo caminho deve seguir o Bicbanco, o líder no setor de empréstimos para médias empresas no Brasil. “Eles devem lançar dívida subordinada de para 5 anos com retorno de 12% a 13%; estourando, 14%. No caso de bancos grandes a captação é de 7%.”

O especialista analisa que o árabe ABC Brasil aproveita a onda de negócios do middle market e fornece trade finance muito forte para o mundo árabe. “Eles cresceram muito em Minas Gerais, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, com operações de trade. Devem fechar o ano muito bem.”

Mateus Bandeira revelou que a meta do Banrisul é fazer a contenção de despesas administrativas e como consequência obter melhores lucros nos próximos trimestres. Até março, o banco apresentou lucro líquido de R$ 121,9 milhões e crescimento de 14,4% na comparação com os resultados do mesmo período de 2009. Para isso, Bandeira pretende cortar cerca de R$ 45 milhões, ainda este ano. “Contratamos o Instituto de Desenvolvimento Gerencial [INDG] para nos auxiliar nesta tarefa. Queremos resultados positivos no curto e médio prazo nos processos.”

A preocupação de Bandeira tem fundamento. Somente no primeiro trimestre, as despesas administrativas do Banrisul subiram 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os gastos foram de R$ 423,1 milhões.

O presidente do banco sulista ressaltou que dentre as despesas administrativas está inclusa os investimentos em marketing. “É uma forma de nos defendermos contra a concorrência. Justifica parte do gasto.”

Hoje o banco detém toda a folha de pagamentos do Estado do Rio Grande do Sul. Com este trunfo, o banco conseguiu aumentar os recursos captados e administrados 15,2% acima do registrado no mesmo mês de 2009 somando R$ 22,4 bilhões no fim de março.

“Esperamos fechar o ano com um crescimento na casa de 22% a 25% da carteira de crédito total. O nosso vetor deve ser o crédito a pessoas físicas – de 30% a 35% – principalmente no consignado”. O banco fez aquisição de carteira de crédito consignado fora do mercado do sul “temos qualidade e inadimplência quase zero nesta carteira, existe espaço para crescer”. O executivo ressaltou ainda que o banco “não está à venda”.

O analista de investimentos do Banco Fator Fernando Salazar avaliou o balanço divulgado pelo Banrisul na última sexta-feira. “Apesar do desempenho operacional favorável e do significativo aumento da carteira de crédito, acima do sistema financeiro e dos grandes bancos, o resultado do primeiro trimestre foi fraco e impactado negativamente por menores receitas de margem financeira e comissões, além de maiores despesas em não-juros.”

Ele considerou que o reflexo do desempenho é a estabilidade no índice de eficiência da instituição em relação aos últimos trimestres, cujas receitas não estão sendo suficientes para absorver a elevação das despesas operacionais. “Esperamos redução gradual do indicador de eficiência para os próximos trimestres.”

Conteúdo do Blog do Jornalista Fernando Teixeira.