sábado, 2 de maio de 2009

A IstoÉ e o escândalo da vez

Quinta-feira, 30/4, véspera de feriado, 20h40. Encerrando as coisas no trabalho, dei uma última conferida em meus emails.Um deles me chamou a atenção. Continha a íntegra da reportagem "O esquema VIP no Judiciário", da IstoÉ que, justamente por conta do Dia do Trabalhador, chegou mais cedo às bancas.

Segundo a reportagem, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal, teria solicitado, por intermédio da representação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Rio de Janeiro, um tratamento especial para sua esposa e filhos no desembarque de alguns vôos. Outro ministro do STJ teria pedido providência semelhante para sua filha. Embora as cópias dos ofícios façam parte da matéria, não há nenhuma confirmação de que qualquer dos pedidos tenha sido atendido.

Não sei a opinião dos leitores deste blog, mas confesso não ter visto nenhum grande escândalo na reportagem a ponto de merecer tal repercussão, noticiada depois no Estadão de 1º/5 e em outros veículos.

Mais interessante talvez seja descobrir o que e quem está por trás da matéria. O tema - com cópias dos ofícios expedidos e tudo - não chegou sozinho à redação da IstoÉ. Como também não diz respeito a algo recente - as denúncias são de fatos ocorridos em 2008 - tudo indica que alguém com interesse em prejudicar o ministro Menezes Direito tenha levado os fatos à revista. O motivo permanece uma incógnita.
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OBS: Essa nota foi escrita na noite de sexta-feira, de modo que não furei o compromisso com o Shutdown Day.

6 comentários:

Guilherme H. S. Ostrock disse...

Ainda que não haja um grande escândalo no caso, ainda que não tenha sido atendida a solicitação do Ministro o erro é a expedição do ofício.
Se todos são iguais perante a lei, por que filho e esposa de ministro, mediante requisição deste, devem ter tratamento diferenciado ao desembarcar? para que saiam da sala cinco minutos antes, ao meu ver, tenha sido ou não atendido o simples pedido demonstra um abuso do cargo que oupa.

Gustava disse...

Não há nenhum escândalo?? Meu Deus!!!

Anônimo disse...

Simples.
Tem seres humanos que desembarcam na Mãe Gaia (Planeta Terra)... e vivem...

Tem outros, que DESEMBARcam com (g)A DOR... e parasitam...

Viu como é simples...

A espécie humana precisa reler MAX WEBER, para ver até quando se aplicará o PRINCÍPIO DE PETER nas estruturas do ESTADO.

Anônimo disse...

Senhor Ricardo Maffeis, se o procedimento não é escandaloso, o sr deve ser amigo dos Ministros dos Tribunais Superiores em geral, não?

Anônimo disse...

Ouso não concordar com os comentaristas acima.
Concordol com Ricardo Maffeis.
Penso que engolimos camelos, e engasgamos com mosquitos. Ou para serbem atualizada com os ditos e provérbios da novela das oito, comemos o peixe e nos engasgamos com as espinhas.
Ora, penso ser natural que o Ministro (não só ele, como todos os outros) pessam tratamento especial para seus parentes, até porque, pelo cargo que ocupam, pelos interesses que são postos em julgamento nos Tribunais, devem ter a prudência de preservar a incoluminade física dos seus. Acho que deve haver, sim, um tratamento diferenciado até por questão de segurança.
Bem de ver que, dependendo do seu cartão de credito (master, visa ou sei la qual), você é tido como passageiro vip, nos aeroportos, e colocam a sua disposisão "n" serviços que não são disponibilizados a qualquer um. Então, se pode ser distinguido pelo tanto de dinheiro que se movimenta, mas não se pode ser distinguido pelo cargo que se ocupa? E olhe, que para chegar ao cargo de Ministro de qualquer Tribunal superior, haja estudo... e haja trabalho!
Está faltando assunto a Isto É...
que acho deva mundar o nome para Isto Foi...

Jorge Araujo disse...

Falei sobre isso no blog (no link). Na minha opinião até a utilização de material público para pedir vantagens a terceiros já é constrangedor.
Não é pelo que isso representou em termos financeiros, mas principalmente em consideração à Mulher de César, ou seja não basta ser honesto, tem-se que parecer honesto.
Abraços,